Daniel Vorcaro
Divulgação/Banco Master
Daniel Vorcaro

E-mails, encontrados pela Polícia Federal (PF), apontam urgência na venda de apartamento, avaliado em R$ 60 milhões, no dia da primeira prisão de Daniel Vorcaro , dono do Banco Master, em novembro de 2025 . Segundo informações da Folha de São Paulo, o imóvel teria sido negociado ainda em contrução por uma representante do ex-banqueiro. 

Condução da negociação

O imóvel de luxo, uma cobertura, está localizado na Avenida Horácio Lafer, no bairro de Itaim Bibi, em São Paulo . A negociação do apartamento se iniciou, segundo a Folha de São Paulo, no dia 14 de novembro, quatro dias antes de Vorcaro ser preso pela PF. 

A responsável pelas negociações, de acordo com a reportagem, seria Regiane Bernardes, da Victorino Imóveis. À época, ela teria solicitado a guia para o pagamento do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e encaminha o CNPJ do possível comprador .

“Sabemos que o prazo é curto para concluir ainda hoje, mas seguimos confiantes de que, com o alinhamento entre todos, será possível avançar da melhor forma” , escreveu no e-mail. 

A tratativa segue por vários dias em caráter de urgência. Contudo, não chegou a ser concluída. No dia 18 de novembro, Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez, durante a deflagração da Operação Compliance Zero pela PF, ao tentar embarcar para Dubai. 

Veja também:  Quem são os integrantes da "turma" do Vorcado no caso Master

Nova prisão

Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso na última quarta-feira (4) pela Polícia Federal (PF), em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.  A ação investiga a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.

Na ocasião,  foram cumpridos 4 mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As investigações também contaram com o apoio do Banco Central do Brasil.

Nesta fase da Operação Compliance foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, de até R$ 22 bilhões . Esse bloqueio tem como objetivo a interrupção da movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado.






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