
Mais de 21 mil litros de bebidas alcoólicas foram apreendidas na Serra da Ibiapaba e em Fortaleza, no Ceará. As apreensões foram efetuadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), durante a segunda etapa da Operação Dose Limpa II, que ocorreu nos dias 4 e 5 de dezembro, mas só foi divulgada na última terça-feira (16).
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Nesta fase da operação, voltada ao combate à adulteração e ao comércio ilegal de bebidas alcoólicas, a fiscalização concentrou-se em estabelecimentos suspeitos de produzir bebidas sem registro no Mapa ou de comercializar produtos falsificados, sobretudo gin, cachaça, vodka, cajuína e licor.
Como resultado da ação, foram apreendidos 21.230,25 litros de bebidas alcoólicas irregulares. Cerca de 5.000,2 litros de produtos impróprios para consumo foram destruídos.

A primeira etapa da operação, denominada Dose Limpa I, ocorreu nos dias 22 e 23 de outubro e teve como foco o combate ao uso do metanol, bem como à produção e comercialização clandestina de bebidas alcoólicas.
Segundo a pasta, na ocasião foram apreendidos 216 mil litros de bebidas, entre cachaça, vodka, gin, whisky e conhaque, fabricadas em locais sem registro e condições sanitárias inadequadas. Insumos utilizados na fabricação irregular de bebidas como corantes, rótulos e álcool também foram apreendidos.
No total, levando em conta as duas etapas da operação, foram apreendidos mais de 237 mil litros de bebidas alcoólicas irregulares.
De acordo com a chefe do Serviço de Produtos de Origem Vegetal no Ceará, Shirley Mapurunga, responsável pela coordenação da operação, os resultados da ação foram positivos e confirmaram as irregularidades investigadas.
A Operação Dose Limpa II contou com a atuação integrada da Receita Federal, da Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz-CE), da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), da Vigilância Sanitária do Ceará (Visa-CE), da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), do Programa Vigifronteiras, além do apoio do Consórcio de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Sobral.