
Na reta final da COP30, que está ocorrendo em Belém, um estudo revelou que as emissões de metano (CH4) continuam crescendo globalmente, tendência contrária ao Compromisso Global do Metano, acordo que tem como objetivo reduzir as emissões do gás de efeito estufa até 2030.
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O Relatório Global sobre o Estado do Metano foi divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em conjunto com a Coalizão para o Clima e o Ar Limpo (CCAC), na última segunda-feira (17). Conforme o levantamento lançado durante a COP30, embora as emissões de metano estejam aumentando, as projeções para 2030, já são menores do que as previsões anteriores.
Segundo o documento, isso é resultado de uma combinação de políticas nacionais, regulamentações setoriais e mudanças de mercado. No entanto, o relatório alerta para a necessidade da implementação de medidas larga escala para controlar a emissão do metano. Somente assim será possível atingir a meta do Compromisso Global de Metano de reduzir as emissões em 30% em relação aos níveis de 2020 até 2030.
O metano tem potencial de aquecimento muito superior ao do dióxido de carbono (CO₂). Embora suas moléculas permaneçam na atmosfera por um período mais curto, entre 10 e 20 anos, o efeito de aquecimento do metano é 28 vezes maior que o do CO₂ ao longo de um século.
Metano no Brasil
O Brasil é o quarto maior emissor de metano do mundo, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos, Índia e Rússia. Segundo um levantamento realizado pelo Observatório do Clima, entre os anos de 2020 e 2023, as emissões de metano subiram 6%, sendo este o segundo maior nível volume registrado na história do país.
Segundo o estudo, no Brasil, a agropecuária aparece como o principal setor emissor de metano. Em 2023, o setor foi responsável por 75,6% das emissões, o equivalente a 15,7 milhões de toneladas, das quais 98% tiveram origem na pecuária.