
Governadores de direita se reuniram na tarde desta quarta-feira (12) com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) para pedir o adiamento da votação de projetos sobre segurança pública, inclusive o PL Antifacção apresentado pelo governo e relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP).
Estavam presentes os governadores do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL); de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL); de Goiás, Ronaldo Caiado (União); Romeu Zema (Novo) e a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP),
O grupo, que integra o chamado ‘Consórcio da Paz’, lançado depois da megaoperação que deixou 121 mortos no complexo do Alemão e Complexo da Penha, apresentou a Motta sugestões para melhorar a segurança e pediram que seja feita uma discussão ampla sobre PL Antifacção.
“Não discutimos texto, ninguém discutiu texto, nós discutimos problemas que temos e algumas soluções para esses problemas que achamos. E o presidente Hugo, então, se sensibilizou com o nosso pleito e ficou de conversar com o relator e também com o Colégio de Líderes”, detalhou Cláudio Castro, em coletiva de imprensa.
A expectativa era de que o plenário da Câmara votasse nesta quarta o PL Antifacção, após o relator recuar e apresentar uma nova versão do parecer para atender demandas do governo federal e da Polícia Federal (PF).
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Castro disse que foi pedido prazo de 30 dias a Motta.
"Nós pedimos que o Judiciário fosse ouvido, os governadores, secretários de segurança, operadores de segurança pública e também tentar fazer uma conversa prévia com o Senado", disse.
Motta ainda não se pronunciou sobre o adiamento.