Presidente Luiz Inácio Lula da Silva já enfrentou outros problemas técnicos durante voos oficiais
Valter Campanato/Agência Brasil
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva já enfrentou outros problemas técnicos durante voos oficiais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  relatou problemas em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) durante uma viagem ao Pará nesta quinta-feira (2).

"Eu fui pegar o avião para ilha do Marajó e teve um problema no motor do avião, um avião caça da GAB. Eu só tinha que agradecer a Deus porque poderia ter tido um problema quando eu tivesse no ar. E teve quando eu estava em terra, ainda tivemos que descer do avião com medo que o avião pegasse fogo", contou, em entrevista à TV Liberal.

De acordo com o mandatário, após o defeito na aeronave, a delegação brasileira seguiu para a agenda em um avião do modelo C-97 Brasília.

"E aí nós fomos numa Brasília, num avião Brasília. Eu fui de noite agradecer à Nossa Senhora", disse, em referência à visita à Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré.

Em nota divulgada à imprensa, o Planalto confirmou o problema no avião.

"Inicialmente, o trajeto seria feito em um C-105 Amazonas, da Força Aérea Brasileira (FAB), que não integra a frota presidencial, mas foi escolhido por ser adequado às condições da pista no município de destino. (...) Ainda em solo, durante os procedimentos de acionamento dos motores, foi identificado um problema técnico-operacional na aeronave. Por precaução e seguindo protocolos de segurança, a FAB optou por utilizar uma aeronave reserva (sempre disponível nas missões presidenciais). O modelo utilizado foi um C-97 Brasília", diz o informe.

Lula viajou ao Pará para cumprir agenda em Breves, no Arquipélago de Marajó, onde participou da inauguração de uma creche. Além disso, o presidente visitou obras ligadas à COP-30, que acontece em Belém no mês de novembro.

Problemas no passado

Essa não foi a primeira vez que Lula enfrentou problemas em viagens aéreas. Em outubro de 2024, o avião presidencial VC-1 apresentou falha técnica logo após decolar no México.

Embora o defeito tenha sido contornado durante o voo, a aeronave precisou dar cerca de 50 voltas, em quase cinco horas, antes de pousar em segurança.


O presidente e sua comitiva retornaram ao Brasil em um avião reserva, e o VC-1 só voltou a ser usado após revisão.

Nota do Planalto na íntegra

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisou trocar de aeronave antes de decolar de Belém (PA) com destino a Breves, no Arquipélago do Marajó, no Pará, na manhã de quinta-feira, 2 de outubro. Inicialmente, o trajeto seria feito em um C-105 Amazonas, da Força Aérea Brasileira (FAB), que não integra a frota presidencial, mas foi escolhido por ser adequado às condições da pista no município de destino. O avião é usado com frequência para transporte de tropas e cargas, além do deslocamento do presidente quando é necessário pousar em pistas curtas.

Ainda em solo, durante os procedimentos de acionamento dos motores, foi identificado um problema técnico-operacional na aeronave. Por precaução e seguindo protocolos de segurança, a FAB optou por utilizar uma aeronave reserva (sempre disponível nas missões presidenciais). O modelo utilizado foi um C-97 Brasília.

O voo foi realizado normalmente e o presidente cumpriu toda a agenda prevista em Breves em segurança e sem alterações no roteiro.

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