Presidente da Enel São Paulo, Max Lins
Reprodução/Globonews
Presidente da Enel São Paulo, Max Lins

A Enel, companhia de distribuição de energia elétrica em São Paulo , afirmou nesta quarta-feira (6), durante audiência na Câmara dos Deputados, que o  apagão que impactou 2,1 milhões de pessoas no dia 3 de novembro foi causado por um evento climático atípico, mas reconhece falhas da empresa.

“Tivemos lições apreendidas. Nós percebemos claramente que falhamos, na comunicação com autoridades, sobretudo os prefeitos, antes e durante a crise, e com a população. Porém, a previsão de ventos antes da tempestade era de rajadas de até 55 km/h. E chegou a 105 km/h em alguns pontos”, disse o presidente da distribuidora, Max Xavier Lins.

Segundo Lins, este foi o maior evento climático que a companhia já precisou lidar, com queda de mais de 2.000 árvores, o que dificultou, segundo eles, o reestabelecimento de energia .

"Casos mais complexos, que precisam de trabalho auxiliar de Defesa Civil e Corpo de Bombeiros para retirar vegetação”. O CEO da Enel disse ainda que a empresa tem conhecimento dos prejuízos e pediu desculpas.

“Nós temos plena consciência do transtorno que é causado ao cliente quando ele fica sem energia. Sabemos disso. Mas a reconstrução leva tempo. Sabemos que o evento foi absolutamente extraordinário do ponto de vista climático, das repercussões dele na vegetação urbana, afetando a rede em centenas de pontos”.

A empresa afirmou que deu prioridade para reestabelecer a energia dos locais de prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), além dos terminais de transporte público, hospitais, clínicas e serviços de fornecimento de água e esgoto.

Após o apagão de SP, o diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Sandoval Feitosa, convocou as distribuidoras de energia de todo o país para traçar um plano de prevenção para evitar problemas como os eventos do estado paulista.

“Foram definidas medidas de médio e longo prazo, como protocolos de detecção prévia de grandes eventos, manejo vegetal em áreas com maior potencial de dano, revisar e atualizar planos de contingência, remanejamento de equipes e ampliação de canais de comunicação com consumidores e entes públicos”, afirmou Feitosa.

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