Gabriel Monteiro fazia sexo com menores na frente da equipe, revela ex-assessor
Hermes de Paula/Agência O Globo
Gabriel Monteiro fazia sexo com menores na frente da equipe, revela ex-assessor

Durante um depoimento, um dos ex-assessores do vereador Gabriel Monteiro (PL) revelou que ele fazia sexo com menores na frente ds integrantes de sua equipe durante o expediente. O trecho consta no relatório final do processo de cassação contra o parlamentar.

De acordo com Heitor Nazaré, Monteiro levava as adolescentes para os escritórios onde os funcionários trabalhavam e ainda solicitava para que elas mostrassem os seios.

“Já teve ocasiões que a gente estava editando vídeo durante o expediente, e o Gabriel chega lá com uma garota e começa a transar com a garota na nossa frente, mandar ela alisar ele e coisas do tipo” , revelou.

No depoimento, o ex-assessor afirmou que a postura do vereador causava constrangimento em alguns integrantes da equipe - mas que outros não se incomodavam, ou até participavam dos atos.

“Algumas aceitavam tranquilamente, entravam no clima, e outras já ficavam constrangidas e pediam para ele parar, mas ainda assim ele continuava. Ele pedia para ela mostrar o peito pra gente”, disse o ex-assessor.

Heitor também ressaltou que Gabriel sabia a idade das jovens que levava aos gabinetes e que “ele mesmo diz isso abertamente para todos da equipe”.

Outro ex-assessor do vereador, Vinícius Hayden Witeze, que faleceu em um acidente de carro, afirmou à época que o parlamentar sabia a idade da jovem que aparece em um vídeo durante uma relação sexual.

Fabio Neder, que também era da equipe do vereador, disse que a jovem era visita frequente na casa de Monteiro e que chegava lá com o uniforme da escola. Já Robson Coutinho, declarou à polícia que Gabriel contava abertamente que a garota tinha 15 anos e que o parlamentar a chamava de “minha novinha”.

Em maio deste ano, Gabriel Monteiro virou réu na Justiça pela filmagem de sexo explícito com a adolescente e por importunação e assédio sexual cometidos contra uma ex-funcionária.

No documento apresentado pelo Conselho de Ética da Câmara são citados atos “inquestionavelmente graves” e que o “exercício de mandato público é respeito à dignidade, sobretudo dos mais vulneráveis, e não postura de manipulação, arrogância e mandonismo”.

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