Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara
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Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara

O ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (PSDB) , que articulou a presença do partido no palanque do ex-presidente Lula (PT) no Rio, declarou que seguirá a posição nacional de seu partido e apoiará a candidatura presidencial de Simone Tebet (MDB). Maia, porém, afirmou que a ausência do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) como vice "enfraquece a chapa" de Tebet.

As declarações foram dadas em entrevista coletiva após o anúncio oficial do apoio do PSDB à candidatura de Marcelo Freixo (PSB) ao governo do Rio. Freixo formará o palanque de Lula no estado, tendo como candidato a vice-governador Cesar Maia (PSDB), pai de Rodrigo, que disse ao GLOBO "não ver problemas" em fazer campanha ao lado do ex-presidente, de quem já foi opositor.

“Vou seguir a orientação do meu partido, PSDB, a nível nacional. Confirmado o apoio à Simone Tebet, estarei com Simone Tebet. É um caminho que a gente deve seguir com a garantia de ser orgânico”, disse Maia, citando as articulações para que o PSDB estivesse na chapa emedebista.

“Infelizmente parece que o senador Tasso não será o vice. Acho que enfraquece a chapa, o PSDB não estando na chapa. Eliziane (Gama) é uma senadora espetacular, mas o PSDB, no meu ponto de vista, é o partido mais forte”, afirmou.

Nas últimas semanas, Tasso se distanciou da campanha de Tebet e tem indicado um recuo de sua presença na chapa da emedebista. Com isso, o nome da senadora Eliziane Gama (MA), do Cidadania, partido que formou federação com o PSDB, passou a ser o mais cotado como vice na chapa de Tebet. Mesmo assim, a emedebista afirmou na terça-feira preferir o nome de Tasso na chapa.

Nesta quarta, PSDB e Cidadania aprovaram por unanimidade, com 19 votos na Executiva da federação, o apoio à candidatura de Tebet, mas adiaram a escolha do candidato a vice.


Maia, que chegou a ser um dos articuladores da pré-candidatura de João Doria (PSDB) à Presidência, retirada após pressões da cúpula tucana no início deste ano, declarou estar afastado do debate nacional do partido atualmente. Ele também declarou, no início do ano, que não disputará a reeleição a deputado federal.

Convidado por Doria no ano passado para assumir a secretaria de Projetos e Ações Estratégias no governo paulista, Maia segue aliado à atual gestão do governador Rodrigo Garcia (PSDB), a quem declarou apoio. Garcia abrirá seu palanque para Tebet e para o pré-candidato do União Brasil à Presidência, Luciano Bivar. 

Já a aliança com Freixo no Rio, que coloca Maia em um palanque distinto no estado, é vista como uma ponte entre o ex-presidente da Câmara e Lula. Na entrevista coletiva desta quarta-feira, Maia reagiu com bom humor ao comentar as diferentes composições políticas.

“Com todo respeito ao PSB em São Paulo (que está na coligação de Fernando Haddad, candidato do PT ao governo), tenho certeza que PSDB ganhará em São Paulo, a governador e ao Senado. E aqui no Rio dar PSB, devolvendo a vitória em São Paulo com uma vitória por aqui”, disse Maia.

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