O anestesista Giovanni Quintella Bezerra foi preso em flagrante ainda usando a roupa de médico
Reprodução/TV Globo - 11.07.2022
O anestesista Giovanni Quintella Bezerra foi preso em flagrante ainda usando a roupa de médico

O médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, de 31 anos,  foi preso e autuado em flagrante, na noite desse domingo (10), por estupro. Bezerra abusou de uma paciente enquanto ela estava dopada e passava por um parto cesárea no Hospital da Mulher em Vilar dos Teles, São João Meriti, município na Baixada Fluminense.

Mulheres da equipe que fazia a operação suspeitavam do comportamento do médico e o filmaram com um celular escondido.

De acordo com a Deam de São João de Meriti, o comportamento do anestesista com a quantidade de sedativo aplicado por ele nas grávidas foi o estopim. Apesar de chocante, esse não é a primeira vez que médicos são presos por abusar sexualmente de seus pacientes.

Relembre abaixo médicos que foram presos por abuso sexual no Brasil:

Roger Abdelmassih

Roger Abdelmassih, 78 anos, foi condenado por crimes de estupro e atentado ao pudor praticados contra pacientes. O ex-médico foi um dos pioneiros da fertilização in vitro no Brasil e se tornou referência em reprodução humana. Roger atendia pacientes famosos, empresários, políticos e jogadores. 

As primeiras denúncias vieram a público em 2008, mas logo surgiram dezenas de casos. O ex-médico foi condenado a 278 anos de prisão. O caso foi assunto da minissérie Assédio, produzida para a Globoplay.

Nicodemos Junior Estanislau Morais

O ginecologista Nicodemos Junior Estanislau Morais, de 41 anos, foi condenado pela Justiça a 35 anos por quatro crimes de estupro de vulnerável. De acordo com o Ministério Público de Goiás, mais de 50 vítimas foram ouvidas no caso. Desse total, 39 sofreram estupro e outras 3 mulheres foram vítimas de violação sexual. Os promotores fizeram a denúncia com base nos relatos das mulheres que relataram os abusos na Delegacia da Mulher de Anápolis.


Além da pena, a sentença também determina que o acusado pague indenização por danos morais a duas das vítimas, no valor de R$ 20 mil para cada uma. O juiz Marcos Boechat Lopes Filho negou ao médico o direito de recorrer em liberdade.

Cairo Roberto de Ávila Barbosa

Cairo Roberto de Ávila Barbosa foi condenado a 16 anos de prisão por abusar sexualmente de nove pacientes.

O médico ginecologista e obstetra praticou os abusos em atendimento de pacientes, algumas grávidas, no seu consultório e no hospital da cidade de Canguçu, no Rio Grande do Sul. Juíza da 1ª Vara Judicial da Comarca de Canguçu, Hélen Fernandes Paiva disse que as vítimas "relataram terem a sensação de que o procedimento adotado era, no mínimo, estranho, contudo não tiveram a certeza de que se tratava de um abuso sexual, já que tentaram acreditar no procedimento adotado pelo renomado médico".

Segundo ela, após o recebimento da denúncia pela Justiça, centenas de outros casos começaram a vir à tona, inclusive de mulheres de fora do Estado do Rio Grande do Sul. O processo tramita em segredo de justiça.

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