Três anos após tragédia em Brumadinho, corpo de Olímpio Gomes Pinto, 56 anos, foi identificado
Foto: Avabrum/Reprodução - 07/06/2022
Três anos após tragédia em Brumadinho, corpo de Olímpio Gomes Pinto, 56 anos, foi identificado

A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou nesta terça-feira a identificação de mais uma vítima da barragem da Vale em Brumadinho, que se rompeu em 25 de janeiro de 2019 e matou 270 pessoas. Mais de três anos depois da tragédia, quatro corpos seguem desaparecidos. O corpo identificado por exame de DNA havia sido encontrado em abril passado. Trata-se de Olímpio Gomes Pinto, 56 anos, trabalhador terceirizado da Vale.

A identificação ocorre um dia depois de o Supremo Tribunal Federal ter reconhecido a competência da Justiça estadual de Minas Gerais para julgar os responsáveis pela tragédia. O Ministério Público de Minas Gerais denunciou o ex-presidente da Vale e mais 15 pessoas, entre ex-executivos da mineradora e da consultoria alemã Tüv Süd, que atestou a segurança da barragem antes do acidente.

Com a decisão da Suprema Corte, o processo terá continuidade na Justiça de Minas Gerais, onde os executivos serão julgados.

A decisão do STF teve como base um recurso do Ministério Público de Minas Gerais, que recorreu de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça, que havia transferido o processo para a Justiça Federal sob argumento de que o rompimento da barragem afetou sítios arqueológicos da União.

Para o MP de Minas Gerais, os executivos da Vale adotaram medidas para evitar que a insegurança da barragem fosse reconhecida.

As quatro vítimas ainda não localizados são:

Maria de Lurdes da Costa Bueno, 59 anos, que estava hospedada numa pousada, que foi tragada pelos rejeitos da mineradora. Ela, o marido, dois filhos dele e uma nora estavam em Brumadinho para conhecer o museu Inhotim. Todos morreram na tragédia.

Nathália de Oliveira Porto Araújo, 25 anos, estagiária da Vale

Tiago Tadeu Mendes da Silva, 34 anos, engenheiro mecânico, havia começado a trabalhar na mina do Córrego do Feijão 20 dias antes da tragédia.

Cristiane Antunes Campos, 34 anos, supervisora de mina. Havia começado a trabalhar na mineradora como motorista.

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