Policiais seguraram a tampa do porta-malas da viatura com Genivaldo de Jesus Santos dentro
Reprodução/O Globo - 27.05.2022
Policiais seguraram a tampa do porta-malas da viatura com Genivaldo de Jesus Santos dentro


Uma reunião entre a Ordem dos Advogados em Sergipe e o Ministério Público Federal na tarde desta quinta-feira discutiu o pedido feito pela OAB de prisão cautelar dos policiais rodoviários envolvidos na ação que resultou na morte de Genivaldo de Jesus Santos , na quinta-feira passada. O homem, que tinha problemas mentais, morreu asfixiado após ser colocado à força no porta malas de uma viatura.

Durante a reunião, o presidente da OAB de Sergipe, Danniel Costa, disse ter apresentado os motivos pelos quais defende que a prisão dos policiais seja decretada. A procuradora-chefe do MPF em Sergipe, Eunice Dantas, afirmou que a prisão cautelar é uma medida excepcional.

“A prisão preventiva é uma medida excepcional. Para você pedir uma prisão preventiva tem que ter os motivos para tanto, e esses motivos o Ministério Público ainda está avaliando se eles estão presentes. No momento, a nossa avaliação principal é focar nas provas”, disse a procuradora, ressaltando que eles já foram afastados de suas funções.


Em nota divulgada no início da noite desta quinta-feira, o Ministério Público Federal afirmou que sua atuação não pode "ser baseada em fatos parciais nem movida por pressões de nenhuma instituição, entidade ou pessoa".

De acordo com a procuradora, depoimentos continuam a ser tomados de testemunhas. A Polícia Federal já teria realizado as perícias necessárias.

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