Equipes trabalham na retirada de rochas de Petrópolis
Reprodução - 20.04.2022
Equipes trabalham na retirada de rochas de Petrópolis

Desde o dia 22 de fevereiro, as equipes da Defesa Civil de Petrópolis já recolheram 3,2 mil toneladas de pedras das áreas afetadas pelas chuvas. Na última operação, que começou no dia 16 de abril e terminou nesta terça-feira, os agentes retiraram mais de 1,3 mil toneladas de pedra da Rua Teresa, o que contribui para a segurança e obstrução das vias.

A retirada das rochas já foi realizada em outras áreas, como Alto da Serra, Caxambu, Rua Primeiro de Maio, Saldanha Marinho, Morro da Oficina, Vila Felipe, Rua Uruguai, Rua Barão de Águas Claras, Rua Dr. Thouzet e São Sebastião.

Para a retirada das rochas de pequeno, médio e grande porte é utilizada uma técnica de baixo impacto, que oferece segurança não apenas aos operadores, mas para quem mora próximo aos locais onde são feitas as operações.

A técnica de remoção utiliza uma corrente elétrica de baixa voltagem, que provoca a queima da pedra a partir de uma reação exotérmica, de fora para dentro. Este método não causa vibrações e não provoca o lançamento de fragmentos, mas, para proteção, é feito o isolamento de 50 metros do local de trabalho.

Tempestade e mortes

Petrópolis foi atingida por uma tempestade em 15 de fevereiro, causando alagamentos, deslizamentos de terra e mortes. Ao todo, 233 pessoas morreram na tragédia .

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Fazia pelo menos 90 anos que Petrópolis não via uma chuva tão volumosa em 24 horas como a que foi registrada na cidade no dia da tragédia, com um acumulado de 259 mm. Os dados são do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Nautrais (Cemaden), divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O recorde anterior era de 168,2 mm, em 20 de agosto de 1952, tendo sido determinado por uma estação do Inmet que funcionou entre 1932 e 1960.

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