Sandro Acácio Fraga Gramacho, advogado de Gabriel Monteiro
Reprodução / TV Globo
Sandro Acácio Fraga Gramacho, advogado de Gabriel Monteiro

À frente da defesa do  vereador do Rio, youtuber e ex-PM Gabriel Monteiro (PL) em todos os processos que o político responde na esfera criminal,  Sandro Acácio Fraga Gramacho responde a pelo menos três inquéritos na Polícia Civil do Rio. Atualmente existem contra ele investigações de estelionato e de agressões a duas ex-mulheres do advogado. Figueiredo, que também faz parte da assessoria parlamentar do político, afirma que é vítima de desafetos de Monteiro que querem “destruí-lo”, que “jamais tomou conhecimento desse inquérito de estelionato” e que “foi absolvido” do processo de agressão.

Assim como Gabriel Monteiro, Sandro também foi expulso da Polícia Militar. Em 2006, ele foi acusado de ameaçar moradores da Taquara, na Zona Oeste do Rio, que não pagassem entre R$ 15 e R$ 30 pela "realização de serviço consignado como segurança".

De acordo com os depoimentos das vítimas de agressão, em um inquérito que tramita na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) de Jacarepaguá e outro na 32ª DP (Taquara), as mulheres foram agredidas por socos e pontapés. Em 24 de janeiro de 2020, uma vítima procurou a delegacia e disse que se relacionava com Figueiredo há algum tempo. Naquele dia ambos haviam passado a noite em um camarote na Marquês de Sapucaí. No entanto, ao chegarem na residência do então casal, o ex-PM passou a agredir a mulher com socos e puxões de cabelo.

Durante as agressões, a vítima relatou que correu para o quarto e se trancou. Mas o advogado de  Gabriel Monteiro teria arrombado a porta e a agrediu ainda mais. Segundo a vítima, naquele dia, um dos filhos do casal estava em casa, e Sandro ainda teria tentado retirar a criança para levá-la para Angra dos Reis, na Costa Verde Fluminense.

Uma outra ocorrência foi registrada na DEAM de Jacarepaguá. Desta vez foi em 10 de maio de 2021. Naquele dia, a mulher afirmou que foi agredida sem motivos por seu ex-companheiro Sandro Acácio. No dia da suposta agressão, a policial militar afirmou que estava em casa tomando banho “quando Sandro entrou no banheiro e começou as agressões, com socos, tapas e pontapés”. Ainda no depoimento, a mulher afirmou que tinha receio de Santo porque ele tinha uma arma. Com medo da situação, a vítima chegou a pedir uma medida protetiva contra o advogado. Ela também representou criminalmente contra ele.

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Foi essa mesma mulher que dez meses depois registrou um boletim de ocorrência na 42ª DP (Recreio) contra Sandro por estelionato. No novo registro, a PM disse que o ex-companheiro fez a transferência de um automóvel, um Jeep Renegade avaliado em R$ 70 mil, de forma fraudulenta. Aos investigadores, a mulher disse que o advogado, após o fato, teria rebocado seu carro para um local onde ele não tinha ciência.

O GLOBO não conseguiu contato com o advogado. Mas ele usou vídeos curtos de uma rede social para se pronunciar. Sandro disse que “jamais tomou conhecimento desse inquérito de estelionato”. Em relação a suposta agressão, “esse processo de fatos ocorridos na Sapucaí, foi absolvido”. Por fim, o advogado de Monteiro salientou que “tem um terceiro inquérito que a mesma ex-companheira fez, e não outra mulher, que ainda está em curso e não teve sequer a primeira audiência”. O advogado destacou também que “a mesma mulher”, foi a mãe do seu filho, que o “acusou gratuitamente”.Gabriel Monteiro também saiu em defesa de Sandro Figueiredo.

O político, em uma rede social, afirmou que “quase duas décadas passadas foi preso, mas conseguiu provar sua inocência”. Ainda de acordo com o parlamentar, o "sofrimento foi a motivação para virar um doutor e que hoje é uma das maiores referências no direito militar".

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