Desfile de escola de samba no Carnaval de São Paulo
Agência Brasil
Desfile de escola de samba no Carnaval de São Paulo

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, lançou neste domingo o projeto “Samba com as Mãos’’, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED), em parceria com a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP).

O evento realizado na quadra da Escola de Samba Águia de Ouro, na Barra Funda, campeã do Carnaval de 2020, teve ensaio, exibição do samba da escola em Libras, e a participação de pessoas surdas e com deficiência auditiva.

Segundo o prefeito, a cidade terá um carnaval inclusivo e para todos. “Depois de dois anos que passamos muitas dificuldades devido à pandemia, a ‘capital da vacina’ terá um carnaval muito bonito, de alegria, felicidade e inclusivo com olhar para o público de pessoas com deficiência”, disse. Conforme dados da SMPED há na cidade de São Paulo 810 mil pessoas com deficiência, sendo 120 mil, auditiva.

O projeto “Samba com as Mãos’’ teve início em 2016 com a disponibilização de vídeos com a tradução em Libras dos 14 sambas-enredo das escolas que pertencem ao Grupo Especial de São Paulo. O objetivo da proposta é incluir pessoas surdas e com deficiência auditiva.

Para a secretária municipal da Pessoa com Deficiência, Silvia Grecco, a inclusão é muito importante para a sociedade. “O carnaval é a festa mais popular do mundo e para todos. Não poderia ser diferente com as pessoas com deficiência.

Por isso, lançamos mais uma edição do ‘Samba com as Mãos’ para dar oportunidade às pessoas surdas com interpretação de Libras para saber o que está acontecendo na avenida e traduzimos as letras em Libras para que os deficientes saibam a maravilha do que vai ser cantado no Sambódromo”, explicou Silvia.

O ‘Samba com as Mãos 2022’ foi gravado em dezembro do ano passado, na sede da SMPED, e envolveu integrantes das escolas de samba, intérpretes de Libras e surdos.

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“Antes da etapa de gravação, há a fase de pesquisa e interpretação. É necessário um estudo e empenho específico nesse tipo de tradução já que os sambas-enredo muitas vezes usam palavras de origem africana, e ditos populares, e isso exige do tradutor um trabalho em conjunto com o autor da letra para que nada se perca e o contexto se mantenha. O projeto foi acompanhado por surdos até a sua conclusão”, explicou a secretária Silvia.

Desde a quarta-feira (06) a SMPED iniciou em suas redes sociais (Instagram, Youtube e Facebook), a publicação dos vídeos com os sambas-enredo em Libras das 14 escolas de samba do Grupo Especial. A divulgação segue a ordem dos desfiles no Sambódromo nos dias 22 e 23 de abril.

Assim, iniciando com a Acadêmicos do Tucuruvi e finalizando com Império de Casa Verde. O objetivo é que até o dia dos desfiles a comunidade surda já tenha acesso a todos os conteúdos.

Para o presidente da escola de samba Águia de Ouro e da Liga SP, Sidnei Carriuolo Antonio, as ações da prefeitura tem ajudado muito o Carnaval de São Paulo. “tem feito muito para a nossa cultura, passando uma mensagem que a festa é de todos e para todos”, disse.

Já o diretor-presidente da SPTuris, Gustavo Pires desatcou os vários eventos realizados pela empresa, especialmente com caráter inclusivo. “São Paulo venceu a pandemia e retornou com os eventos. No ano passado só com a SMPED foram 46. A inclusão está mais presente na vida dos paulistanos”, completou Pires.

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