Filhote de raia-manta foi capturada após ficar presa em uma rede de pesca
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Filhote de raia-manta foi capturada após ficar presa em uma rede de pesca

Um filhote de raia-manta, espécie ameaçada de extinção, foi capturada e morta após ficar presa em uma rede de pesca na praia de Jauá, em Camaçari, Região Metropolitana de Salvador. Segundo o portal “Correio 24 horas”, o animal pesava 138 kg e acabou capturado após ficar preso em uma rede usada por pescadores que buscavam lagostas no local.

Em entrevista ao portal, William Freitas, presidente do Instituto Rede Mar Brasil, estava no local quando o animal chegou à areia e lamentou a fatalidade.

— Trata-se de um animal muito raro. A análise do material coletado é uma grande oportunidade de aprendizado. Vamos fazer de tudo para gerar conhecimento a partir desse episódio — disse.

Segundo o portal “Mantas do Brasil”, a espécie é a maior raia do mundo, tendo sido descrita pela primeira vez em 1792, pelo ictiólogo alemão Johann Julius Walbaum. Um exemplar da raia-manta pode alcançar até oito metros de envergadura e pesar mais de duas toneladas.

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As manchas e pintas no ventre de cada animal são únicas, tal qual as impressões digitais para seres humanos. A coloração mais comum nessa espécie, também conhecida como chevron, é a branca na região do ventre, com as bordas das nadadeiras cinza.

Apesar de as raias mantas impressionarem pelas dimensões e pela velocidade de deslocamento na água, esses são os únicos meios de defesa da espécie, uma vez que elas não possuem ferrão ou espinho. Além disso, são animais de vida longa, podem viver mais de 40 anos, embora a expectativa média de vida fique em torno dos 20 anos.

Diferentemente de diversas espécies de tubarões e raias, as mantas não botam ovos, sendo animais vivíparos, dando à luz apenas um filhote por gestação, que dura aproximadamente 12 meses.

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