O fazendeiro Elmi Evangelista morreu no domingo após infarto
Reprodução - 29.03.2022
O fazendeiro Elmi Evangelista morreu no domingo após infarto

Antes de morte por infarto neste domingo, uma petição feita pela defesa do fazendeiro Elmi Caetano Evangelista, de 74 anos, acusado de ajudar o serial killer Lázaro Barbosa morto no ano passado a fugir da polícia , citava que ele sofria de diabetes, um tumor no esôfago e um câncer na costela. O documento foi encaminhado à Vara Criminal de Cocalzinho de Goiás (GO) em 25 de junho do ano passado para que o idoso pudesse responder às acusações ao menos em prisão domiciliar, após ele ser detido no dia anterior.

Segundo seu advogado, Ilvan Silva Barbosa, o fazendeiro estava internado há cinco dias em um hospital em Brasília e também apresentava complicações no pâncreas, além de ter desenvolvido um quadro de ansiedade. A causa oficial da morte naõ foi divulgada.

"Ele passou mal e veio a óbito. Já tinha essas complicações, mas o hospital disse que foi problema no coração" afirmou Barbosa ao GLOBO.

No documento submetido à Justiça em junho, os advogados de Evangelista argumentaram que seu cliente sofria de "diabetes, neoplasia no esôfago e câncer na costela", além de usar "medicação como Patoprazol e Glibenclamida", para tratar as enfermidades. A defesa cita ainda as "condições precárias dos presídios e a falta de atendimento médico especializado" e justifica que seu quadro clínico "necessita de cuidados médicos".

Abrigo a criminoso

Os advogados anexaram um laudo de endoscopia realizado em dezembro de 2019, que indicava uma metaplasia (alteração reversível na célula) e gastrite. Também incluíram exames de ultrassonografia da região abdominal feitos em janeiro de 2020.

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Evangelista era réu por ajudar Lázaro durante a caçada ao serial killer morto após 20 dias de fuga.  Ele foi acusado de abrigar o criminoso em sua fazenda e dar informações falsas à polícia sobre o paradeiro do fugitivo.

O fazendeiro foi preso preventivamente durante as investigações, mas foi solto após pouco mais de uma semana.

O Ministério Público denunciou Evangelista em junho do ano passado. O processo estava suspenso e eram aguardados laudos para verificar se Lázaro esteve ou não na propriedade do fazendeiro. A tendência é que o caso seja arquivado diante de sua morte.

Investigações preliminares apontaram que Lázaro faria parte de uma organização criminosa que reunia de fazendeiros a políticos. Um deles seria Evangelista. Seu advogado negou as suspeitas.

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