Ciro Gomes
Divulgação/ PDT - 10.11.2021
Ciro Gomes

O pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse ontem que  avalia uma composição entre nomes da chamada terceira via “com muito ceticismo”. O ex-ministro se reuniu com o presidente do União Brasil, o deputado Luciano Bivar (PE), que também vem mantendo conversas com dirigentes do PSDB e MDB — o Podemos também tenta participar do diálogo.

Ao contar sobre o encontro, Ciro disse que Bivar tem “essa pretensão generosa” de unir nomes como o dele e de Sergio Moro, pré-candidato do Podemos ao Planalto, em uma só chapa. Ciro afirmou ter dito a Bivar que não seria um “obstáculo” a eventuais conversas. Para o pedetista, porém, não é viável compor com alguém como ex-juiz, por suas “concepções programáticas” distintas.

"Penso em uma composição, mas penso com muito ceticismo. O que passa na cabeça do Moro sobre a Petrobras, sobre o salário das pessoas, sobre juros e crediário... É água e óleo. Não combina. Primeiro porque ele não sabe nada disso, segundo que repete um ideário reacionário, que é o Bolsonaro" declarou.

Ciro, que participou ontem da filiação do deputado federal David Miranda ao PDT do Rio, avaliou que é possível chegar a um eventual acordo mais restrito, apenas com o União Brasil. Nesse caso, segundo o pedetista, há “critério” entre suas divergências programáticas. A sigla, que detém a maior fatia do fundo eleitoral, por sua vez, está mais próxima de um acordo com outras legendas que já lançaram pré-candidatos, casos do PSDB, com o governador de São Paulo, João Doria, e o MDB, com a senadora Simone Tebet (MS).

"Eu defendo um tipo de modelo tributário, eles (União Brasil) criticam e a gente conversa, mas dentro de um critério" disse o pedetista.

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