Fóssil havia sido levado clandestinamente para a Europa
Leobark/Secom/MPF/Divulgação MPF
Fóssil havia sido levado clandestinamente para a Europa

Um fóssil de um peixe que nadou em águas brasileiras há mais de 100 milhões de anos foi repatriado após denúncia do Ministério Público Federal. A peça, que havia sido colocada à venda por 3 mil euros no site de uma casa de leilões italiana, chegou nesta quarta-feira ao país.

Datado do período Cretáceo, o artefato foi encontrado na Chapada do Araripe, no Cariri cearense. A repatriação do fóssil é resultado de um procedimento aberto pelo MPF de Juazeiro do Norte em 2020.

O fóssil chegou nesta quarta-feira à Procuradoria-Geral da República. Ele deverá ser encaminhado à Universidade Regional do Cariri (Urca), onde passará a compor o acervo do museu da instituição.

O MPF diz ainda não saber como o fóssil foi retirado do país e levado até a Europa. Segundo o procurador responsável pelo caso, Rafael Ribeiro Rayol, existem dezenas de procedimentos de repatriação similares tramitando em, pelo menos, outros seis países, além da Itália: França, Alemanha, Holanda, Espanha, Japão e Coreia do Sul.

— Esse é um patrimônio da nação brasileira que se encontrava no exterior de forma clandestina. Sua repatriação vai permitir o trabalho de pesquisadores brasileiros e internacionais, assim como a divulgação e a apresentação em museus brasileiros — comentou Rafael Rayol.

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