Anatoliy Tkach, encarregado de negócios da embaixada da Ucrânia em Brasília
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Anatoliy Tkach, encarregado de negócios da embaixada da Ucrânia em Brasília

O encarregado de negócios na embaixada da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach, afirma esperar um “sinal forte” de condenação do governo de Jair Bolsonaro (PL) sobre o ataque russo no país. O representante ucraniano disse que está em contato com autoridades brasileiras e aguarda uma posição oficial.

"Precisamos de um sinal forte de condenação. Precisamos chamar o agressor de agressor e pedir que terminem as hostilidades, disse Tkach, que afirmou: "Nós estamos em contato com as autoridades brasileiras e estamos esperando que o Brasil condene o ataque russo. Estamos esperando uma posição oficial. 

Em entrevista a jornalistas nesta manhã, Tkach disse que, após a invasão russa no território ucraniano, o país precisa de ajuda humanitária, além de combustíveis e armas. Também pediu para que outras nações condenem o ataque russo.

"Esperamos que os países condenem os ataques da Rússia e apliquem sanções mais severas. Além disso, precisamos agora de ajuda humanitária, combustíveis e armas defensivas para que o nosso povo possa se defender", disse.  

Segundo o encarregado de negócios na Embaixada da Ucrânia, o espaço área ucraniano está fechado e, por isso, a ajuda precisa chegar por meio terrestre.  

Sobre a visita recente que o presidente Bolsonaro fez à Rússia, em meados deste mês, Tkach disse ter esperança que o mandatário possa “equilibrar a viagem” com uma ida à Ucrânia. Questionado sobre quando essa visita deveria ser feita, ele informou que não poderia ser agora pelo espaço áereo da Ucrânia estar fechado.

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"Nós expressamos uma esperança que o presidente possa equilibrar essa visita [à Russa] para a Ucrânia", disse e depois reforçou: "Nós esperamos que, para equilibrar essa visita à Rússia, o presidente do Brasil também visitasse a Ucrânia. 

Em entrevista ao GLOBO, o representante ucraniano já havia afirmando que esperava uma viagem do presidente ao seu país. Na entrevista coletiva desta quinta-feira, Tkach afirmou que diversos convites foram feitos a Bolsonaro desde o primeiro ano de seu mandato, em 2019.  

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