Sistema Cantareira
Divulgação: Sabesp
Sistema Cantareira

O nível do Sistema Cantareira, reservatório de água que abastece a região metropolitana de São Paulo, está hoje com 33,57% de sua capacidade de operação, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O volume é o maior desde 17 de setembro de 2021, quando o manancial atingiu 33,52%.

De meados de setembro até janeiro, o sistema entrou em declínio por conta da escassez de chuvas. No início de outubro, o manancial entrou em alerta ao ficar abaixo dos 30% da capacidade, nível mais baixo desde a crise hídrica em 2016.

Entretanto, o pior mês do Sistema Cantareira nos últimos meses foi em dezembro, chegando a 24,34% da capacidade no dia 16. Até o último dia do ano de 2021, o reservatório oscilava entre 24 e 25%. Em janeiro, o nível voltou a subir e fecha o mês com 33,5% de volume.

A razão pelo crescimento do volume do reservatório são as chuvas que atingem o estado. No último final de semana,  o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho de “grande perigo” por conta de tempestades em três estados da região Sudeste, incluindo São Paulo. 

Contudo, mesmo com as enchentes e as expectativas em milímetros superadas, o nível atual do Cantareira (33,52%) é o menor desde 2016, quando fechou o mês de janeiro em 16,1%.

Veja a capacidade de operação do Cantareira nos outros anos:

31 de janeiro de 2016: 16,1%

31 de janeiro de 2017: 60,12%

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31 de janeiro de 2018: 50,02%

31 de janeiro de 2019: 43,29%

31 de janeiro de 2020: 45,65%

31 de janeiro de 2021: 42,59%

31 de janeiro de 2022: 33,52%

Segundo a Sabesp, para que o manancial seja colocado em fase de restrição, é necessário que o índice esteja abaixo dos 30% no último dia do mês.

O Sistema Cantareira é formado por cinco reservatórios (Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro) conectados entre si e é responsável por abastecer 46% da população da região metropolitana de São Paulo.

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