Anne nega ter sido mandante da morte do namorado Vitor Lúcio Jacinto
Reprodução: Arquivo pessoal
Anne nega ter sido mandante da morte do namorado Vitor Lúcio Jacinto

A Justiça de São Paulo concedeu prisão domiciliar para a empresária e socialite Anne Cipriano Frigo, de 46 anos, suspeita de ser a  mandante do assassinato do namorado Vitor Lúcio Jacinto, 42, em junho deste ano.

Anne estava internada no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, onde foi submetida a uma cirurgia para retirar um tumor no cérebro após passar mal na penitenciária.

Segundo a decisão, a socialite deverá manter o endereço atualizado e comunicar a Justiça quando necessária a saída de domicílio, exclusivamente em situação emergencial e para tratamento de saúde. "Eventual desobediência importará na revogação do benefício", diz trecho da decisão.

A empresária chegou a ter a prisão revogada em 11 de agosto, mas a Justiça mandou prendê-la novamente uma semana depois. Na penitenciária, Anne passou por consultas médicas e precisou ser encaminhada ao hospital no início de outubro. Ela foi operada no Einstein no dia 5 daquele mês.

Segundo investigações, Anne teria oferecido R$ 200 mil ao corretor de imóveis Carlos Alex Ribeiro de Souza para matar seu namorado após descobrir que ele a traía com outras mulheres. O casal mantinha uma união estável desde 2017, mas o relacionamento teria chegado ao fim em maio desde ano. O crime aconteceu em 16 de junho.

Na ocasião, Carlos teria se aproveitado de um convite de Vítor para que eles conversassem sobre venda de terrenos. Com uma arma de fogo escondida no carro, Carlos buscou Vítor onde ele vivia em Alphavile. Quando passavam pela Rodovia Castello Branco, Vítor falava distraidamente ao celular. Carlos então pegou a pistola e atirou na direção da vítima, atingindo-a por trás.

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De acordo com as autoridades, para sumir com o corpo, o autor do crime pediu ajuda a um amigo, identificado como Leandro Lopes Brasil, que foi preso por sua participação. A dupla abandonou o corpo de Vítor num local conhecido como Cachoeirinha, cobrindo-o com uma manta junto com uma marreta e dois pedaços de ferro para então atear fogo no cadáver com óleo de veículo. Quando o corpo foi encontrado, dois dias depois, estava em estado parcialmente carbonizado.

Durante o período em que Vítor ficou desaparecido, o celular dele foi usado para despistar seu sumiço para não gerar suspeitas de seus amigos e parentes. Deste modo, foram enviadas mensagens para os tios da vítima, bem como para prestadores de serviços.

A polícia verificou que Anne e Carlos tentaram se apropriar dos bens de Vítor. Para tal, foi contratado um serviço de transportes para pegar alguns pertences dele, como uma bicicleta elétrica e uma motocicleta, televisores e outros objetos que estavam na cidade de Extrema (MG), onde vivem os tios da vítima.


O crime praticado por Anne foi considerado de "motivo torpe, consistente no sentimento de posse da acusada em relação à vítima".

Formada em Direito, Anne atuou na área financeira das empresas da sua família, que atua no ramo de papelão. Ao lado de uma sócia, ela abriu, em 2017, o Museu da Imaginação, um espaço de lazer interativo para crianças. Segundo a instituição, Anne se desligou do grupo em dezembro do ano passado.

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