Posto de gasolina incendiado no Rio; para polícia, incêndio tem relação com a milícia na região
Reprodução/redes sociais
Posto de gasolina incendiado no Rio; para polícia, incêndio tem relação com a milícia na região

A Polícia Militar prendeu, nesta segunda-feira, na divisa dos municípios de Seropédica, na Baixada Fluminense, e do Rio de Janeiro, um homem suspeito de integrar uma milícia. De acordo com a PM, ele chegou a oferecer a quantia de R$ 100 mil por semana para o 24ºBPM (Queimados) para que agentes colaborassem com ações criminosas de um dos grupos paramilitares que disputam território na região.

De acordo com a PM, o miliciano tentou subornar policiais do 24º BPM (Queimados) para que houvesse colaboração com as ações da milicia na região da Estrada do Cortume, que cruza boa parte do bairro de Santa Cruz. O criminoso, que era egresso do sistema prisional e estava no regime semiaberto, foi preso em flagrante pelas equipes e conduzido à 48ª DP (Seropédica), onde foi autuado pelos crimes de tentativa de corrupção ativa e constituição de milícia privada.

Nesta terça-feira, a PM deflagrou uma operação de combate às milicias que disputam territórios em vários pontos do Rio de Janeiro. As ações estão concentradas nas comunidades do Saçu, da Caixa D’[Agua e do Dezoito, em Quintino Bocaiuva, na Zona Norte, e no Morro da Barão e nas favelas Covanca, Bateau Mouche e São José Operário, na Praça Seca, em Jacarepaguá. Zona Oeste do Rio.

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Já em Santa Cruz, equipes do 27º BPM (Santa Cruz), do 40º BPM (Campo Grande) e da corregedoria da corporação atuam nas comunidades do Antares, Rola e Aço, também na Zona Oeste. Até o momento, dois veículos roubados foram recuperados nestas regiões. Segundo a PM, as ações são concentradas em localidades onde os grupos de milicianos travaram confrontos armados recentemente.

Ataque a postos

Na última quinta-feira, dia 11, dois postos de gasolina foram incendiados em Santa Cruz . Segundo a polícia, homens da milícia comandada por Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho, teriam sido os responsáveis pelos ataques. As ações teriam sido determinadas por Zinho para forçar que comerciantes da região passem a pagar taxas para seu bando e não para o grupo paramilitar comandado por Danilo Dias Lima, o Danilo Tandera.

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