Bandeira de Gadsden nos atos do dia 7 de setembro
reprodução: Twitter
Bandeira de Gadsden nos atos do dia 7 de setembro

Um símbolo da extrema-direita marcou presença nas últimas manifestações de setembro. No último dia 7 , na Avenida Paulista, algumas Bandeiras de Gadsden apareceram durante os atos pró-bolsonaro. Já no dia 12 , em Salvador, a bandeira voltou a aparecer no meio da multidão nos atos a favor do impeachement do presidente.

A bandeira amarela com uma cascavel e a frase “don’t tread on me” (“não pise em mim”, em inglês) originou-se na Revolução Americana, mas passou a ser associada à extrema-direita desde que foi adotada pelo Tea Party.

O Tea Party é um movimento social e político dos Estados Unidos. O "Partido do Chá" surgiu da ala radical do Partido Republicano, que mistura um pouco de libertarianismo, populismo, conservadorismo e ultradireitismo.

Na bandeira, há a representação de uma cascavel, que foi colocada como um símbolo dos nascentes Estados Unidos desde um cartum político criado por Benjamin Franklin, mostrando uma cobra cortada em pedaços que deveria se unir para combater o Império Britânico.

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A cor amarela foi sugerida pelo general revolucionário Christopher Gadsen e serviu como emblema dos Fuzileiros Navais Continentais que lutavam pela independência dos EUA. Por conta disso, a bandeira foi batizada com o sobrenome do general.

Na última década, a flâmula passou a representar um símbolo contra a intervenção estatal, principalmente na questão do controle de armas. Além disso, no Brasil, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), postou uma foto segurando uma arma e a bandeira de fundo em 2017. 

Eduardo Bolsonaro e a Bandeira de Gadsden em 2017
reprodução: Twitter
Eduardo Bolsonaro e a Bandeira de Gadsden em 2017

Segundo a Ponte Jornalismo, atualmente, a bandeira tem sido muito associada ao movimento anarcocapitalista (ou neofeudalismo) que prega uma sociedade sem Estado onde todas as interações humanas seriam reguladas pelo mercado.

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