Gatinha da cracolândia, traficante presa em SP
Reprodução O Dia
Gatinha da cracolândia, traficante presa em SP

O irmão de Lorraine Cutier Bauer Romero,  conhecida como "Gatinha da Cracolândia", presa em São Paulo na última quinta-feira, disse que jamais a abandonará. A afirmação foi uma resposta de Lorruan Bauer a um seguidor numa rede social, que havia perguntado, na noite desta segunda-feira: "Vai abandonar sua irmã?". O rapaz postou junto uma foto dos dois, quando eram crianças.

Além de Lorraine, o namorado dela, André Luiz Santos de Almeida, também está preso por suspeita de tráfico desde o fim do mês passado. Os dois são pais de uma menina. em entrevista ao portal "UOL", publicada nesta terça-feira, a mãe de André, Karina Pereira, de 35 anos, contou que se surpreendeu com a notícia do envolvimento do filho e da jovem com o crime.

"Não sei se a mãe a ajudava. Mas ela tem condições, né? Então não desconfiei de nada. O meu filho sempre trabalhou fazendo 'bicos' em obras ou entregando panfletos. O meu filho nunca foi marginal", disse.

Segundo ela, Lorraine é "uma menina meiga, inteligente e carinhosa": "Dizia que me amava e me chamava de 'tia'. Era de uma família bem estruturada. Mas o meu filho também tem família. E também foi bem educado". Karina falou que trabalhou em "várias profissões" para sustentar André e afirmou que o rapaz vai responder pelas acusações feitas pela polícia: "Infelizmente, ele fez escolhas erradas e vai responder por isso".

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Polícia apura ligação com facção paulista

A Polícia Civil de São Paulo investiga a ligação de Lorraine com uma facção paulista. Segundo o delegado Severino Pereira de Vasconcelos, do 77º Distrito Policial, todos os presos na Operação Caronte, que há quatro meses investiga o tráfico nas tendas da cracolândia, são implicados com o crime organizado:

— Motivo pelo qual o IP (inquérito policial) está na Vara Especializada de Combate à Lavagem de Dinheiro e Crime Organizado.

De acordo com as investigações, Lorraine lucrava, em média, R$ 6 mil por dia com tráfico de drogas na região central de São Paulo. Ela pegava um quilo por cerca de R$ 21 mil o vendia por até R$ 35 mil. Ainda segundo a Polícia Civil, Lorraine era uma das chefes do tráfico na cracolândia. Para não chamar a atenção no local, ela usaria roupas escuras e um chapéu ou um capuz.

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