Marielle Franco, assassinada por milicianos em 2018
Reprodução: iG Minas Gerais
Marielle Franco, assassinada por milicianos em 2018

RIO — O procurador-geral de Justiça, Luciano Mattos, decidiu manter o coordenador do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ, Bruno Gangoni, à frente da Força-Tarefa Marielle e Anderson (FTMA). Desta vez, o novo coordenador. terá o reforço de mais sete promotores de Justiça: Roberta Laplace, Fabiano Cossermelli, Diogo Erthal, Juliana Pompeu, Michel Queiroz Zoucas, Marcelo Winter e Carlos Eugênio Laureano, na condição de assistentes.

Os oito promotores substituirão as promotoras Simone Sibílio e Letícia Emile, que entregaram os cargos no último dia 9. Ao procurador-geral de Justiça, elas alegaram interferências externas durante as investigações, quando a Polícia Civil apresentou a viúva de Adriano da Nóbrega, Júlia Lotufo, para fazer uma delação com informações sobre o caso.

Mattos escolheu nomes de promotores que já trabalharam no Caso Marielle quando, no ano anterior, Sibílio foi coodenadora do Gaeco, na gestão passada. A última grande ação dos promotores do Gaeco foi a prisão do delegado Maurício Demétrio, no dia 30 do mês passado. Demétrio é acusado de comandar um esquema que exigia propina de lojistas da Rua Teresa, em Petrópolis, na Região Serrana, para permitir a venda de roupas falsificadas. O crime teria ocorrido quando o delegado era titular da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), entre março de 2018 e março deste ano. Na época da prisão, o promotor Diogo Erthal, que faz parte do grupo, disse que havia a suspeita de que Demétrio e sua equipe teriam lucrado cerca de R$ 1 milhão com o esquema ilegal.

A força-tarefa tem como meta descobrir quem é o mandante — ou mais de um — que deu a ordem para matar a vereadora Marielle Franco, no dia 14 de março de 2018. Na semana passada, Mattos nomeou o coordenador do Gaeco, Bruno Gangoni, para assumir o caso temporariamente enquanto escolhia o promotor que ficaria definitivamente. Gangoni atuou no acompanhamento dos processos judiciais e procedimentos extrajudiciais criminais que estavam em andamento. O coordenador do Gaeco, agora, assume o Caso Marielle definitivamente.

Em nota, o MPRJ informou: " Importante destacar que, desde o início, as investigações do caso Marielle e Anderson estavam sob a responsabilidade do GAECO/MPRJ que, na nova formatação, dará a devida continuidade aos trabalhos".

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O último ato das promotoras Simone Sibílio e Letícia Emile à frente da Força-Tarefa do Caso Marielle e Anderson foi denunciar o ex-vereador e ex-miliciano Cristiano Girão pela morte de um desafeto na Gardênia Azul. As investigações concluíram que o sargento da Polícia Militar reformado, Ronnie Lessa, réu pelas mortes da parlamentar e do motorista, teria executado o rival de Girão, o ex-PM André Henrique da Silva Souza, o André Zóio, e sua companheira Juliana Sales.


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