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"Não sabemos o que vai acontecer. É muito precoce", avalia Dimas Covas sobre atual estágio da pandemia de covid-19

Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan , revelou que acredita ser "muito precoce" tratar sobre carnaval e réveillon neste momento. Segundo o membro do Centro de Contingência ao Coronavírus , não é o momento para falar sobre reaberturas de serviços não essenciais. As informações são do portal Uol.

"Não sabemos o que vai acontecer. É muito precoce. O grande aprendizado atual é o seguinte: a pandemia não é uma situação matemática. Temos que observar dia a dia", avalia Covas.

Dimas relembrou que, "no ano passado, muitos falavam que a pandemia acabaria em setembro, outubro. Ela piorou em novembro e abril deste ano foi o mês mais grave da pandemia. Tivemos quase o dobro de casos e óbitos do ano passado. Ainda veio a variante Delta, nova, precisamos ver o comportamento, o que vai acontecer. Ela apresenta problemas com algumas vacinas —não com a CoronaVac. É muito precoce [a discussão sobre reabertura]".

O presidente do Butantan pediu cautela com as medidas restritivas em São Paulo, pois o estado está "começando a ver" os efeitos positivos da vacinação, criando, assim, um "ambiente de controle".

"Estamos em ambiente de medidas de restrição , tendo um efeito claro da vacinação. O que não se pode fazer é uma reabertura generalizada, que aí corremos o risco de fazer o que aconteceu em outros países. Para não repetirmos erros de outros países que acharam que o fato de começar a vacinação seria um passaporte verde para abertura total", explica Dimas.


O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), havia declarado na última semana que "a princípio, a cidade terá réveillon, terá carnaval" no próximo ano.

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