Menina de seis anos morreu após agressões da mãe e de sua madrasta
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Menina de seis anos morreu após agressões da mãe e de sua madrasta

No Rio de Janeiro , o caso da menina Ketelen Vitória Oliveira da Rocha , de apenas seis anos, morta por espancamento até a morte, pela mãe Gilmara Oliveira de Farias, de 27 anos, e pela madrasta Brena Luane Barbosa Nunes, de 25. Às duas foram presas em flagrante por homicídio triplamente qualificado e tortura . As informações foram apuradas pelo Metrópoles e Uol.

Agressões aconteciam com o consentimento da mãe da madrastra, Rosângela Nunes, de 50 anos. Ela também foi presa na última quarta-feira (28). Em entrevista, ela declarou que decidiu não denunciar o caso por medo de ser espancada também e admitiu que teria provocado briga que ocasionou a última onda de agressão contra Ketelen.

De acordo com relatos de vizinhos, muitos não perceberam a presença da menina vivendo na residência . Contam que a casa estava sempre tapada com uma lona preta, impedindo a visão da rua e com um som sempre com volume alto. Após a morte da criança, Rosângela descartou tudo na casa que fosse da menina, até o colchão a onde dormia foi arremessado no mesmo barranco em que mãe e madrasta teriam jogado Ketelen.

“Brenda nunca gostou muito de socializar. Quando olhavam para a casa e ela via, queria tirar satisfação, partia para a agressão. Ela não devia saber nem que existe Frozen (filme infantil da Disney mundialmente conhecido) e as outras princesas que todas as crianças dessa idade adoram”, conta uma moradora que preferiu não se identificar. 

Ketelen, cada vez mais se distanciava de sua infância. Era proibida de brincar e teve como única alternativa, dividir um quarto com a mãe de sua madrasta, a Rosângela e a sua mãe, Aparecida Nunes, de 84 anos. A família vivia com a aposentadoria da idosa e com isso, a menina Ketelen era deixada por último na lista de prioridades da família. Segundo Rosângela, Brenda passou a beber diariamente e foi aí, que os problemas da casa começaram e se tornaram insuportáveis.

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“Reclamei com a mãe dela (Gilmara) que ela (Ketelen) estava mexendo no leite. A mãe deu uma chinelada nela e a colocou de castigo. Nesse dia (sexta-feira 16/4), minha filha começou a beber e não se contentou com a punição que a mãe já tinha oferecido e bateu mais na garota, com um cabo desses de antena que ela dobrou em três para bater na criança”, conta. Ela ainda lembra que, mesmo escutando os gritos da menina na hora das agressões, não interferiu, pois havia saído do quarto no momento do espancamento.

Rosângela também foi denunciada, como Gilmara e Brenda, por homicídio e tortura. Ela afirma ouvir os pedidos de socorro da menina durante suas agressões e não fez sobre. A prefeitura de Porto Real e o Conselho Tutelar não se manifestaram sobre o caso quando questionados pelo Metrópoles.

“Cada vez que uma delas entrava no quarto onde a criança estava era mais pancada. Ouvi baterem com a cabeça dela na parede, socos e chutes. Até que no terceiro dia a criança já estava com os olhos vidrados, passando mal, deitada. Eu avisei que não acreditariam na versão de queda ou de que uma viga de madeira caiu na criança, mas se eu falasse também seria espancada. Então, me calei”, confessou Rosângela.

Os moradores da rua 11, do bairro Jardim das Acácias, local onde residia a menina, pensam em elaborar uma manifestação pelas redes sociais e no centro do município com o intuito de exigindo uma “punição exemplar” para o caso. Segundo eles, Ketelen "nunca era vista no quintal e muito menos brincando na rua”.

"[Foi uma] covardia imensa. Vamos nos mobilizar, sim, para exigir que Justiça seja feita em nome desse anjo que mataram. Levamos um susto. Nem imaginávamos que tinha criança naquela casa. Comentei isso com um vizinho, depois que vimos a notícia pela TV", declarou uma vizinha da família, que pediu para não ser identificada.

"Estranhamente fecharam a janela de um dos cômodos com tijolos há alguns meses. E as outras duas janelas, sempre ficam fechadas. Quando raramente estão abertas, colocam lençóis ou plástico preto. Pareciam estar sempre tentando esconder algo”.

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