Empresário assassinado Carlos Eduardo Monttechiari
Reprodução/ TV Globo
Empresário assassinado Carlos Eduardo Monttechiari

O empresário Carlos Eduardo Monttechiari , assassinado em fevereiro após desavenças com a síndica do condomínio onde morava, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro , já vinha recebendo ameaças de morte.

A viúva da vítima revelou, em depoimento, que o marido não tinha inimigos, mas estava com medo de ser morto após descobrir irregularidades na gestão de Priscilla de Oliveira, que teria desviado cerca de R$ 800 mil reais. A síndica e seu amante, Leonardo Lima, que era funcionário do prédio, foram presos nesta terça-feira  por suspeita de participação no crime.

Uma das ameaças foi feita por ligação de um número não identificado. O interlocutor, cuja voz não foi reconhecida pelo empresário, ameaçou matá-lo. Um funcionário conta que foi procurado certo dia por Carlos Eduardo, que estava preocupado, pois tinha ouvido a síndica dizer que, em tom ameaçador, que tinha conhecidos que poderiam "comprar o barulho dela".

Testemunhas contaram que a síndica não escondia o desejo de pôr fim à vida do vizinho. Segundo o depoimento de um morador, na semana em que Carlos Eduardo convocou uma reunião de condomínio para revelar o esquema de fraudes, Priscilla falou, na portaria do condomínio, que "eles se arrependeriam de organizar a assembleia".

Outro morador ouviu Priscilla dizer que "queria arrumar uns garotos para matar Carlos Eduardo". Um funcionário disse que a síndica ficou furiosa ao ver pelo circuito interno de câmeras que o empresário estava escrevendo no livro de reclamações, e disse em voz alta: "Se pudesse, arrumava alguém pra dar um tiro nesse cara".

Presos:

A gestora também teria determinado que os funcionários seguissem de perto os passos de Carlos Eduardo. Um funcionário descreve Priscilla como "autoritária e ditadora" e diz que ela tinha problemas de relacionamento com diversos moradores, mas notadamente com o empresário.

A testemunha conta que a síndica solicitava aos funcionários que trabalhavam no setor de monitoramento que acompanhassem os passos do empresário no interior do condomínio. Ela ainda determinava que as imagens do circuito interno que registrassem as movimentações de Carlos Eduardo fossem separadas e armazenadas em uma pasta específica.

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