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Alex Pazuello/Fotos Públicas
White Martins confirma que deverá importar oxigênio da Venezuela para Manaus

A White Martins, empresa fornecedora de oxigênio para Manaus, informou que deverá importar oxigênio da Venezuela. A empresa informou em nota que já identificou a disponibilidade de oxigênio em suas operações na Venezuela e "neste momento está atuando para viabilizar a importação do produto para a região".

O aumento exponencial de casos de Covid-19 na capital do Amazonas provocou a falta de oxigênio em alguns hospitais.

Segundo a White Martins, a demanda por oxigênio aumentou cinco vezes nos últimos 15 dias, alcançando um volume de 70 mil metros cúbicos por dia. Esse consumo equivale a quase o triplo da capacidade de produção da unidade local da White Martins em Manaus (que produz 25 mil m3/dia). Segundo a companhia, a demanda pelo produto 'segue crescendo fora de controle e qualquer previsibilidade'

Entre abril e maio de 2020, o consumo alcançou um pico de volume de 30 mil metros cúbicos por dia. Antes da pandemia, a unidade de Manaus operava com 50% de sua capacidade e isso era suficiente para atender todos os clientes dos segmentos medicinal e industrial, consumiam entre 10 e 15 mil m3 por dia.

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"No cenário atual de crise sem precedentes, a White Martins conseguiu recentemente ampliar até o limite máximo a capacidade de produção da planta de Manaus – de 25 para 28 mil metros cúbicos por dia – e direcionou toda a produção de oxigênio da unidade para o segmento medicinal", diz a empresa em nota.

A empresa está realizando uma operação por vias fluvial e aérea, com o governo local e as forças armadas, para trazer oxigênio de fábricas localizadas em outros estados. Também colocou à disposição das autoridades o envio de 32 tanques móveis, que estão em São Paulo, aguardando serem transportados para Manaus.

Uma antiga planta desativada e está fora de operação há 11 anos em Manaus deverá voltar a funcionar para suprir a demanda. A expectativa é que isso aconteça entre 30 e 45 dias.

A White Martins já identificou a disponibilidade de oxigênio em suas operações na Venezuela e neste momento está atuando para viabilizar a importação do produto para a região.

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