10 milhões de doses da vacina serão distribuídas no início de janeiro em São Paulo
Juliana Elias
10 milhões de doses da vacina serão distribuídas no início de janeiro em São Paulo

Jorge Kalil , diretor do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor) reagiu ao anúncio de João Dória (PSDB) sobre o início da vacinação contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2), marcado para janeiro , em entrevista à CNN Brasil.


O governador paulista informou que 10 milhões de doses da CoronaVac serão aplicadas nessa primeira fase de vacinação. Idosos, profissionais de saúde, indígenas e quilombolas terão prioridade. A dose será gratuita e distribuída pelo Sistema Única de Saúde.

"As prioridades são mundialmente aceitas, o problema é que não temos vacina ainda, a vacina não existe. Não é a aprovação da Anvisa que precisamos, precisamos do resultado da fase 3 dos estudos clínicos. Nós não sabemos se essa vacina é segura e eficaz. Isso é fundamental para que, depois disso, a Anvisa possa avaliar o processo", afirmou o imunologista , que já dirigiu o Instituto Butantan.

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Apesar da vacinação ter data estipulada, é necessário que a Anvisa aprove o registro da CoronaVac. Além disso, os resultados da fase 3 dos testes da vacina feita em parceria com o laboratório chinês Sinovac e o Butantan ainda não foram anunciados. "Em tempos normais, jamais se faria uma aprovação em um mês", afirmou Kalil.

"No meu entender, talvez seja prematuro, não sei se no dia 25 de janeiro teremos tempo de terminar o estudo clínico, fazer todas as avaliações, encaminhar a documentação para a Anvisa. Se tudo isso for certo, seremos privilegiados em São Paulo, teremos acesso a uma vacina. Mas volto a repetir, ainda não temos vacina e acho perigoso definir uma data", finalizou o médico, que ponderou que é necessário que os estudos sejam finalizados antes de anunciar um plano de vacinação.


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