Giovane Gaspar%2C policial e segurança que participou das agressões contra João Alberto no Carrefour
Reprodução/TV Globo
Giovane Gaspar, policial e segurança que participou das agressões contra João Alberto no Carrefour

A Brigada Militar, como é chamada a Polícia Militar do Rio Grande do Sul, desligou o policial temporário que foi preso em flagrante pelo espancamento de João Beto Freitas , de 40 anos, em Porto Alegre . A  vítima foi agredida até a morte em um supermercado Carrefour . As informações são do jornal Folha de S. Paulo .

O policial temporário Giovane Gaspar da Silva, 24, fazia um "bico" como segurança do estabelecimento. Ele estava de folga do trabalho de policial e era o primeiro dia dele trabalhando no supermercado. A  corporação instaurou um processo administrativo disciplinar (PAD) contra ele.

A decisão do desligamento de Silva ocorreu nesta quinta-feira (3). O órgão considerou que ele cometeu transgressão disciplinar grave. Segundo a Brigada Militar, ele também teve direito à ampla defesa garantido.

"O desligamento já era previsível. Sabíamos que isso aconteceria. O maior problema é ele ser transferido para uma casa prisional comum, onde sua integridade física não fica garantida", comentaram os advogados de defesa, David Leal da Silva e Raísa Hoffmeister.

Em depoimento à Polícia Civil, o segurança disse que não houve discussão com Beto Freitas antes da agressão. Ele disse também que não teve a intenção de matá-lo .

"A intenção dele [segundo o depoimento] era tão somente de imobilizar a vítima [Beto] em razão de que, depois de tê-lo atingido com um soco, teria ficado extremamente agressiva", disse Roberta Bertoldo, delegada responsável pelo caso, sobre o depoimento.

Imagens mostram que Beto Freitas foi asfixiado por quase quatro minutos, diante de 15 testemunhas, após ser espancado por pelo menos dois minutos por Silva e pelo segurança Magno Braz Borges.

A morte de Beto Freitas foi considerada mais violenta que a de George Floyd, nos Estados Unidos. Beto Freitas foi velado e sepultado em 21 de novembro no cemitério São João, em Porto Alegre, sob pedidos de Justiça e fim do racismo.

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