Chico Rodrigues discursando
Agência Senado
Senador Francisco Rodrigues (DEM-RR)

O ministro Luís Barroso , do Supremo Tibunal Federal ( STF ) levantou o sigilo do inquérito que investiga o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado com dinheiro na cueca , nesta quarta (21). A Polícia Federal analisou as mensagens encontradas no celular de Rodrigues e, de acordo com os investigadores, o senador liderava o esquema que desviava recursos da pandemia destinados ao estado de Roraima . As informações são do G1.

Segundo o portal, o relatório diz que Chico Rodrigues atuava como se fosse um "gestor paralelo" da Secretaria de Saúde de Roraima. Dessa forma, ele cobrava a liberação do dinheiro de emendas parlamentares para pagar as empresas investigadas no esquema.

Defesa

Em nota, a defesa do senador alegou que ele jamais interferiu indevidamente em prol de interesses privados nos contratos do estado de Roraima. De acordo com o G1, um dos contatos investigados era para o fornecimento de álcool em gel para esterilização contra o coronavírus.

Investigações da PF

Conforme a apuração da PF, Chico Rodrigues interroga o funcionário responsável pela liberação do dinheiro. No dia 29 de fevereiro, o senador questiona Francisvaldo sobre o pagamento de "Gilce": "Você adiantou o pgto da Gilce/18: serviços?". De acordo com a polícia, "tudo indica que o senador estaria cobrando o pagamento da empresa Haiplan Construções Comércio e Serviços Ltda tendo em vista que um dos sócios da empresa é Júlio Rodrigues Ferreira, marido de Gilce de Olliveira Pinto".

Ainda de segundo o G1, a Polícia Federal concluiu que a forma que o senador cobrava o pagamento indica que o parlamentar estaria atendendo não apenas aos interesses do estado de Roraima, mas também aos seus próprios. Conforme as investigações, a empresa responsável ainda entregou o produto errado, já que foi o álcool 65%, indicado para limpar móveis, mas não eficaz para esterilização contra o coronavírus.

Também foi descoberto pela polícia que Chico Rodrigues teria permitido com que as assessoras dele trabalhassem na empresa privada do filho, Pedro Rodrigues, que é suplente do pai e vai assumir a vaga dele no Senado .

Conforme o portal, a PF escreveu no documento que "a estrutura parlamentar do senador, o que inclui a atividade de suas assessoras Adriana e Cláudia, está sendo utilizada para a administração da empresa privada de seu filho Pedro, a San Sebastian, o que evidencia, no mínimo, o desvio de função de suas assessoras parlamentares".

Além disso, as investigações apontaram que outro núcleo do esquema envolve o senador, a empresa Quantum Empreendimentos em Saúde – também investigada –, e seu sócio, Jean Frank Padilha Lobato – apontado como um operador de Chico Rodrigues. Lobato é casado com uma funcionária do gabinete do senador.

A defesa do senador afirmou, em nota, que as funcionárias exercem regularmente suas funções públicas. As demais pessoas citadas no relatório da PF não se pronunciaram.

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