Damares falando
Geraldo Magela / Agência Senado / Agência Brasil
A ministra comentou sobre o desenvolvimento sustentável da Amazônia e projetos criados pelo governo

Nesta quarta-feira (21), o BNDES  (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) organizou uma transmissão ao vivo para falar sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia . A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves , e o vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), participaram e falaram sobre os projetos desenvolvidos pelo governo na região. As informações são do UOL.

No momento em que comentou sobre os direitos humanos na Amazônia, Damares afirmou já ter visto cenas de exploração sexual no local, alegando que, para combater isso, é preciso levar desenvolvimento econômico até a região.

"Todo mundo sabe da violação dos direitos na Amazônia. Nossas crianças são vendidas para exploração sexual. As imagens são muito fortes. Temos aquele pescador pequeno que mora aqui, ele precisa de óleo para o barco, para pescar e sustentar família. Como vai comprar óleo? Aí vem as grandes embarcações", argumentou Damares.

"E a filha dele, de 6 anos, entra na grande embarcação para ser explorada sexualmente. A menina entra, com conivência dos pais, para ganhar 2 reais. Fazem programa na Amazônia por 20 centavos. Depois do corpinho da menina ser consumido, ela desce com 2 ou 3 reais para entregar ao pai. Isso é violação de direitos humanos. Como vou combater pedofilia se não levo desenvolvimento?", continuou.

Amazônia Legal e Abrace o Marajó

Depois, a ministra ainda defendeu as ações de Mourão, que preside o projeto Amazônia Legal.

"Não se pode falar de proteção sem falar de desenvolvimento. Chega de hipocrisia. Esse debate tem que continuar. Temos um vice-presidente corajoso, que está fazendo isso com sabedoria. Estamos perdendo na guerra da narrativa, mas em ação estamos ganhando", comemorou Damares.

A ministra também exaltou o projeto lançado recentemente pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em parceria com o BNDES, o Abrace o Marajó.

"O plano que a gente apresenta para o Marajó só nasceu graças ao BNDES, que veio nessa parceria com o diagnóstico da região. Preciso dizer o que o BNDES fez na região do Marajó, fazendo diagnóstico com todos problemas e possibilidades para resolver. Baseado nisso construímos o plano, que foi muito bem construído com assessoria, monitoria e investimento do BNDES na região. Esse programa é piloto por trazer investimento sustentável", comentou Damares.

População mais produtiva

Durante a transmissão, o vice-presidente, Hamilton Mourão, reforçou o objetivo de fazer com que a população da Amazônia se torne cada vez mais produtiva e também falou sobre queimadas, pedindo maior equilíbrio no desmatamento

"A sustentabilidade é um tema muito caro ao século 21. Qualquer projeto tem que seguir regras e dar retorno para pessoas que moram naquela região. O desmatamento é um tema que temos que enfrentar de frente. É reconhecer que é um problema e deixar claro que ele tem que ser reduzido ao nível que é permitido", esclareceu Mourão.

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