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Segundo tutora, Thor foi morto após discussão do dono dele com o dono de outro animal na rua

Um pitbull chamado Thor foi morto a tiros na madrugada desta sexta-feira  (2) em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. O homem que passeava com o cachorro, na Rua Bonfim, foi atingido por dois disparos e encontra-se hospitalizado. O caso vem movimentando as redes sociais ao longo do dia.

O ativista da causa animal Randel Silva lançou a hashtag #JustiçaPorThor por volta das 14h. Sua postagem no Instagram ultrapassou cinco mil curtidas. Já no Facebook, foi compartilhada mil vezes.

Segundo Randel, a enteada da vítima, que se identificou como tutora de Thor, disse que seu cão estava de focinheira e guia no momento do ataque. A motivação do autor dos disparos teria sido, de acordo com a mulher, o pitbull ter se aproximado da cadela do agressor para cheirá-la. O cão foi atingido por três tiros.

"Esse covarde fugiu e precisa ser identificado e PRESO", afirmou o perito ambiental no post, ao pedir ajuda de internautas. "DIVULGUEM muito para que chegue até alguém que tenha testemunhado o crime", acrescentou, ressaltando a importância de aumentar a pena para quem praticar maus-tratos contra cães e gatos.

Por meio de um comunicado, Randel Silva reforçou seu pedido por Justiça. "Basta de tanto sangue derramado", afirmou. "Temos que descobrir quem fez essa barbaridade".

Em nota, a Subsecretaria de Proteção Animal do Estado do Rio (SUPAN) também se manifestou sobre o caso e repudiou "com veemência qualquer ato contra os animais, principalmente quando as ações os levam à morte ou danos irreparáveis".

"A SUPAN fez contato com a tutora do animal e solicitou que o corpo de Thor fosse encaminhado ao Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, na Mangueira, para a realização de exames investigativos", detalhou. "A subsecretaria também fez contato com a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente para que a especializada assuma as investigações do caso".

A pena para crimes de abuso, maus-tratos ou mutilação contra cães e gatos pode ser determinada em reclusão de dois a cinco anos.

A ocorrência foi registrada na 17ª DP. Procurada, a Polícia Civil ainda não enviou informações.

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