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Laycer Tomaz/Câmara dos Deputados
PF indicia o deputado Paulinho da Força por caixa dois eleitoral

A Polícia Federal indiciou nesta sexta-feira o deputado federal Paulo Pereira da Silva (Solidariedade-SP), o Paulinho da Força, por caixa dois eleitoral, lavagem dedinheiro e corrupção passiva, além de duas outras pessoas. As penas variam de três a 12 anos de prisão.

As investigações tiveram como base a delação premiada de executivos e acionistas do Grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. O deputado teria recebido do grupo R$ 1,7 milhão naseleições de 2010 e2012, quando foi candidato deputado federal e a prefeito de SãoPaulo. Deste valor, R$ 1,45 milhão teria sido por meio de caixa dois.

O dinheiro, segundo os delatores, foi entregue em espécie, por doleiros, num comitê doentão candidato, em São Paulo, nos anos de 2010 (R$ 750 mil), 2012 (R$ 300 mil) e2013 (R$ 200 mil).

Paulinho foi alvo daprimeira operação da Lava Jato na Justiça Eleitoral em São Paulo em julho do ano passado, quando a PF cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências do deputado em São Paulo e Brasília, no gabinete da Câmara Federal e na sede da Força Sindical, que foi presidida pelo parlamentar. Nesta sexta-feira, a PF concluiu o inquérito referente à operação.

Também foram indiciados Cristiano Vilela de Pinho e José Gaspar Ferraz de Campos, todos pelos mesmos crimes atribuídos ao deputado.

As investigaçõesrelacionadas ao deputado foram iniciadas em meados de 2019, depoisque o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que crimes conexos a campanhas eleitorais deveriam ser apurados pela Justiça Eleitoral. A decisão da Corte foi tomada por seis votos a cinco. Como os fatos ocorreram fora do exercício do atual mandato, o processo pode ser movido na primeira instância.

Na ocasião, o deputado federal informou que desconhecia os fatos apurados. "Caso os mandados digam de fato respeito a alegado caixa dois dos anos de 2010 e 2012, apartir da delação da JBS, conforme notícias veiculadas, o deputadolamenta o ocorrido na data de hoje tendo em vista que já são passados 10 anos desdeos fatos apontados, sendo que suas contas das eleições de 2010 e2012 foram aprovadas regularmente pela Justiça Eleitoral", disse em nota.

Em junho passado, portrês votos a dois, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Paulinho da Força a dez anos e dois meses de prisão por desvio derecursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social(BNDES). A Corte também determinou que ele devolvesse cerca de R$ 182 mil, corrigidos desde 2008. O parlamentar recorreu.

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