Pastor Everaldo
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Investigação sobre lavagem de dinheiro aponta participação de Everaldo, além de seu irmão e filhos

A investigação do Ministério Público Federal apurou que o grupo liderado pelo Pastor Everaldo Pereira – que foi preso junto de seus filhos nesta sexta-feira – usou laranja, imóveis e depósitos fracionados para lavar dinheiro desviado de contratos do Governo do Rio de Janeiro .

Os relatórios mostram R$ 884 mil depositados em dinheiro de forma fracionada nas contas de empresas de Everaldo e seus filhos, Filipe (que era assessor de Witzel) e Laércio Pereira, antes mesmo do início da gestão do governador. A prática é comum para dissimular valores totais de movimentações financeiras ilegais.

Uma das empresas do pastor e seus filhos, a EDP Corretora de Seguros, recebeu R$ 741.739 durante cinco anos. Já o escritório de advocacia de Laércio Pereira recebeu R$ 143.154 durante os três últimos anos. Entre as movimentações ilegais, o MPF afirma que Everaldo, que já batizou o presidente Jair Bolsonaro, pagou R$ 2 milhões em um apartamento no Rio de Janeiro, e parte da operação foi quitada com dinheiro vivo. 

A quadrilha também contava com o irmão do Pastor Everaldo, Marcos Pereira, que colocou uma “laranja” no comando da OS Esperança, que administra o pronto-socorro de um complexo penitenciário. O MPF diz que Laércio fez transferências no valor de R$ 40 mil à empresa do tio. 

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