Cloroquina
Alexandre Durão/Código 19/Agência O Globo
Cloroquina

Com intenção de avaliar a eficácia e a segurança da hidroxicloroquina no combate ao novo coronavírus (Sars-coV-2), quatro hospitais de Belo Horizontee irão testar o medicamento em mil profissionais de saúde que tem alto risco de infecção. O estudo é coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz ( Fiocruz ).

De acordo com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra o Hospital das Clínicas, o ensaio clínico será randomizado, ou seja, uma parte dos participantes receberá a medicação e cuidados padrão, e a outra apenas cuidados padrão. Os voluntários, que precisam estar lidando diretamente com paciente diagnosticados com a Covid-19 , receberão doses semanais de cloroquina equivalentes a 600mg e serão monitorados ao longo do estudo.

“Realizaremos acompanhamento de segurança composto por exames de sangue e eletrocardiograma. Se a pessoa sentir qualquer sintoma suspeito de Covid, ela será atendida remotamente e em seguida, feita a testagem. Em caso positivo, ela passará por exames para que possamos entender a dinâmica viral do coronavírus com o uso da cloroquina”, disse o infectologista do hospital Mateus Westin. 

A ideia, segundo o médico, é verificar cientificamente se os trabalhadores que usaram a cloroquina teriam uma infecção mais leve.

O pesquisador da Fiocruz que está liderando a pesquisa, o infectologista Israel Molina, explicou que o tratamento com o rremédio ainda não é recomendado. “Hoje, além do distanciamento e isolamento social, apenas duas estratégias podem ser usadas contra a infecção pelo novo coronavírus: a vacina e as intervenções farmacológicas. A vacina ainda vai demorar um tempo para ser acessível a toda população. Já sabemos que a cloroquina, para tratamento da infecção, não é recomendada, mas não há estudos falando sobre prevenção. O que queremos avaliar é o seu efeito na prevenção e até hoje isso não foi evidenciado”, afirmou.

Ainda segundo ele, caso comprovado o efeito seguro e protetor do medicamento, a cloroquina poderia ser recomendado para pessoas vulneráveis, como profissionais de saúde ou pessoas com comorbidade, enquanto uma vacina não há vacina. Com informações de O Tempo .

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