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Roberto Moreyra / Agência O Globo
Escolas na cidade do Rio podem não ter professores caso greve aconteça

Em assembleia virtual, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe-RJ) decidiu nesta quinta-feira que os servidores municipais poderão fazer greve caso sejam convocados pela prefeitura para trabalhar presencialmente nas escolas ou creches.

O tema foi decidido por votação e 83% dos participantes apoiaram a paralisação, que está condicionada ao retorno das atividades presenciais. A assembleia dos servidores estaduais será realizada no sábado.

De acordo com o coordenador do Sepe-RJ Gustavo Miranda, a decisão também vale para as merendeiras. Na última segunda-feira, o prefeito Marcelo Crivella anunciou a volta ao trabalho de 228 merendeiras de escolas municipais, após uma testagem em massa apontar que estas servidoras desenvolveram imunidade para o novo coronavírus.

"A assembleia foi antecipada por conta do anúncio do prefeito de que convocação das merendeiras. Apesar do nosso apelo, a secretária se recusou a voltar atrás na decisão, então decidimos por deflagrar a greve", diz Miranda.

Essa foi a primeira vez que o Sepe-Rio realizou uma assembleia virtual. A adesão foi mais baixa do que o esperado: dos 460 que se cadastraram, apenas 260 conseguiram participar. Miranda aponta dificuldades técnicas como o principal fator para a queda no quórum, que, segundo ele, normalmente fica entre 500 e mil profissionais.

A rede municipal de educação do Rio conta, atualmente, com 39.597 professores e 13.807 funcionários técnicos e administrativos.

O Sepe-RJ ainda não havia notificado a prefeitura sobre o resultado da assembleia até a publicação desta reportagem.

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