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NIAID
Saúde desmente casos em crianças anteriores ao dia 26 de fevereiro


Nesta sexta-feira (17), o Ministério da Saúde emitiu nota em que desmente que existam  casos de Covid-19 no Brasil anteriores ao noticiado oficialmente pela pasta. O primeiro infectado pela doença transmitida pelo novo coronavírus no Brasil foi diagnosticado em 26 de fevereiro.



A nota desmente que o primeiro caso tenha sido um bebê de nove meses em São Paulo, que teria sido diagnosticado no dia 20 de fevereiro. “Trata-se de um caso de rinovírus, um tipo de resfriado”, afirma a pasta.

O dado constava na base de dados Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), do próprio ministério, e foi observado por Ricardo Parolin Schnekenberg, médico pesquisador da Covid-19 no Imperial College.

A pasta também desmente que o primeiro caso seja uma criança na cidade de Itabuna, na Bahia, que tinha registro de Covid-19 no dia 24 de fevereiro. O ministério afirma “erro de digitação no sistema”.

“Desta forma, o primeiro caso confirmado de Covid-19 no Brasil continua sendo o registrado no dia 26 de fevereiro e amplamente divulgado pelo Ministério da Saúde”, confirma o ministério.

“O Ministério da Saúde, juntamente com as equipes técnicas de vigilância de São Paulo e da Bahia, realizou investigação criteriosa nos casos, com análise da ficha de atendimento, além do registro no sistema”, explica.

“É importante ressaltar que os dados de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) divulgados nas plataformas oficiais do Ministério da Saúde estão sujeitos a alterações. As Vigilâncias Epidemiológicas Estaduais e Municipais estão desempenhando intenso trabalho frente à pandemia da Covid-19 para oportuna detecção, investigação, prevenção e controle da doença.”

A pasta continua ao afirmar que erros de digitação ou de preenchimento de datas podem ocorrer “devido à sobrecarga nos serviços de saúde”. “Por isso, em todos os informes epidemiológicos e boletins, o Ministério da Saúde avisa que os dados estão sujeitos a alterações”, justifica.

A pasta também reitera que faz testes de Covid-19 “retrospectiva de todas as amostras respiratórias coletadas e guardadas de SRAG”. “Esta é uma mostra da capacidade de investigação do sistema de vigilância brasileiro”, conclui o comunicado.

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