Douglas Garcia
Divulgação
Deputado Douglas Garcia disse que enviou documento à Polícia Federal, Polícia Civil e Embaixada dos EUA.

A Justiça de São Paulo determinou que o deputado estadual  Douglas Garcia ( PSL -SP) entregue informações sobre o dossiê com dados pessoais de pessoas que pertenceriam a movimentos antifascistas. A ação que levou à decisão foi movida pelas deputadas do PSOL Samia Bomfim, Erika Hilton e Mônica Seixas.

As deputadas acusam Douglas de divulgar que teria entregue um dossiê com dados de quase mil opositores que fazem parte de grupos antifascistas ou participaram de manifestações contra o governo do presidente Jair Bolsonaro. A lista, segundo Douglas, foi entregue à Polícia Federal, Polícia Civil e à Embaixada dos Estados Unidos. O argumento para a elaboração do documento é de que esses manifestantes fazem parte de grupos terroristas.

No documento, constavam dados pessoais de várias pessoas. Além de nomes e perfis em redes sociais, alguns manifestantes tiveram seus contatos, endereços pessoais e local de trabalho expostos pelo dossiê. Em junho, o deputado negou ter divulgado o documento, alegando que teria recebido o dossiê e encaminhado às autoridades.

A decisão foi tomada pela juíza Ana Lúcia Xavier Goldman, da 28ª Vara Cível de São Paulo. A magistrada deu cinco dias para que o deputado apresentem protocolos que comprovem que os dados do dossiê foram entregues.

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