O secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes , afirmou, nesta terça-feira (07), que a retomada das aulas presenciais nas escolas do Rio de Janeiro dependerá da decretação de um estágio de "bandeira verde" para o novo coronavírus (Sars-coV-2), determinada pela secretaria de Saúde.

Pedro Fernandes, secretário de educação do Rio
Lucas Moritz / Alerj
Pedro Fernandes, secretário de educação do Rio

Segundo Fernandes, o estado hoje se encontra no nível laranja de risco e ainda precisaria passar pelo estágio amarelo até alcançar a fase em que a reabertura das unidades escolares seria permitida. O critério para a escolha de cada bandeira deve ser divulgado nesta terça-feira (07). As declarações foram feitas durante o " Bom Dia Rio ", da Globo .

"O governador atendeu o nosso pedido de fazer com que a educação fosse a última a voltar. Educação é diferente de um shopping ou de um restaurante onde se consegue controlar o distanciamento social. É muito difícil fazer com que um aluno não abrace outro, não cumprimente outros. Além disso, muitas salas de aula não são arejadas, e 80% dos nossos servidores tem mais de 45 anos, a maioria no grupo de risco. Por isso, a secretaria de Educação, junto com a secretaria de Saúde tomou a decisão de que só voltaremos quando o estado estiver na bandeira verde", afirmou o secretário.

Segundo Pedro Fernandes, após decretada a bandeira verde, as escolas teriam 15 dias até o retorno efetivo dos alunos e funcionários. Esse período deve ser utilizado não apenas para a higienização das escolas, mas para organização de turnos e do plano pedagógico, treinamento de profissionais e conversas com a comunidade escolar.

"A gente vai dar autonomia para cada escola construir seu plano pedagógico, porque cada uma a é diferente da outra. Cada unidade poderá definir como será o recreio ou se deve haver rodízio de turmas, por exemplo. Obviamente esse plano precisará ser validado pela secretaria. Esse debate com a comunidade escolar vai ser muito importante para que a gente possa fazer essa volta da maneira mais segura possível", ressaltou.

De acordo com Fernandes, as pastas de Educação e Saúde estão elaborando um protocolo que deve ser levado nos próximos dias para os diretores das unidades. Entre as recomendações está o uso de máscaras, a disponibilidade de álcool em gel em todas as escolas, distanciamento entre cadeiras.

"Vamos fazer todo o treinamento dos profissionais e testar todos eles. Além disso, a Saúde vai criar um comitê para decidir como agir caso surja um caso da doença em alguma escola. A Saúde sempre vai dar a palavra final", disse.

Escolas Particulares

Já no município do Rio, professores da rede privada decidiram em assembleia realizada no sábado que não vão voltar a dar aulas presenciais neste momento. A categoria, donos de colégios e a prefeitura fizeram duas reuniões na semana passada para negociar o retorno às atividades de ensino, mas não houve consenso. Um novo encontro está previsto para quarta-feira (08).

A prefeitura chegou a publicar um protocolo de segurança para a retomada. As medidas serviriam para as redes particular e municipal. O prefeito Marcelo Crivella anunciou que a volta das escolas privadas seria facultativa a partir do dia 10, mas nem isso foi deliberado.

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