assédio
Divulgação/Coletivo Unesp Bauru Sem assédio
Imagem meramente ilustrativa: "A colação foi no dia internacional da mulher, então pareceu ainda melhor um protesto neste dia por conta do simbolismo da data", explicam alunas


Dez alunas de um colégio particular de Apucarana, no interior do Paraná, promoveram um "exposed tour", termo em inglês utilizado nas redes sociais para descrever "exposição" geralmente associadas a crimes ou condutas socialmente reprováveis. As denúncias surgiram na internet, mas estão sendo investigadas pela Polícia Civil e Ministério Público do Paraná, após as garotas prestarem queixa na delegacia da cidade.


As dez garotas registraram boletim de ocorrência por assédio sexual praticado em sala de aula por um professor. A polícia instaurou um inquérito para apurar a situação. As vítimas apontam que a maioria dos casos ocorreu dentro das dependências do colégio tradicional da cidade. Os assédios incluem piadas, elogios, pedidos de foto e toques íntimos . Duas alunas dizem que professor já chegou a levá-las a um motel. 

O advogado de defesa do professor diz que são denúncias vazias que não se comprovam ja que o colégio tem câmeras de seguranças nas salas de aulas. A delegada do caso diz haver indícios de assédio sexual e que o professor se protegia atrás de brincadeiras para confundir as vítimas. O professor foi afastado de quatro escolas em que trabalhava.

Casos similares são investigados pelo Ministério Estadual do Rio de Janeiro após denúncias de jovens de dois colégios particulares. Uma das alunas disse que foi beijada por um professor quando tinha 16 anos e que só se posicionou agora por ter tomado coragem após exposição do professor, com acusações de outras alunas, nas redes sociais.Dezenas de meninas relataram abusos e o colégio criou uma ouvidoria para receber as denúncias e já demitiu seis funcionários.

Em outro colégio tradicional do Rio, dois professores foram demitidos após acusações de oito mulheres, dentre elas mães e garotas violentadas. O crime de assédio prevê pena de até dois anos de prisão.


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