Coronel em coletiva de imprensa
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Coronel Camilo, secretário-executivo da Polícia Militar em São Paulo

O índice de mortes pelas Polícias Militar e Civil no estado de São Paulo atingiu, durante a quarentena , um patamar recorde - com 52,5% de alta - em comparação com o mesmo período de 2019. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública ( SSP ). Questionado pela repórter do iG , Eduarda Esteves, sobre a avaliação do governo a respeito desse desempenho, o governador João Doria reconheceu que existem falhas, mas destacou que a corporação é a "mais eficiente, competente e bem treinada do Brasil".

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Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, o secretário-executivo da Polícia Militar , Coronel Álvaro Camilo, acrescentou que "a letalidade que aumenta é contra o criminoso, mesmo assim é uma vida e a secretaria faz todo o acompanhamento [de investigação]" referindo-se aos 119 casos de "mortes decorrentes de intervenção policial" registrados no quadrimestre.

Ainda segundo o coronel, "a letalidade é uma preocupação, mas a pronta resposta está sendo muito utilizada pelos policiais". Para ilustrar a ação, o secretário-executivo utilizou como exemplo a tentativa de assalto à Agência do Banco do Brasil na Lapa, onde um policial e uma civil foram baleados e dois suspeitos foram mortos. Na mesma ocasião, um homem que era refém dos assaltantes foi libertado sem ferimentos. "A pronta resposta está muito rápida e pode leva a um confronto, que é sempre uma opção do criminoso", afirmou.

Segundo o secretário de Segurança Pública de São Paulo, General Campos, que participou do mesmo evento, "o desejo é de que não houvesse confrontos, de que os meliantes colocassem as armas no chão, mas isso não ocorre". O secretário ainda apontou, como uma das justificativas para o aumento dos números, o fato de que, devido ao baixo fluxo de veículos e pessoas na rua, os policiais estariam levando menos tempo até o local das ocorrências , "chegando ainda enquanto o evento acontece".

Apesar do aumento no número de confrontos com letalidade, os dados oficiais da SSP registraram uma piora em 13 indicadores de produtividade policial, entre os quais prisões em flagrante (queda de 21,7%) e apreensão de armas de fogo (queda de 22%).

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