Fake news
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Pastor Valdemiro Santiago vendia sementes como cura para o novo coronavírus (Sars-Cov-2)

O Ministério Público Federal quer que o Ministério da Saúde explique por que retirou do seu site um aviso que alertava para a falsa cura de Covid-19 por meio do cultivo de feijões. Os grãos foram vendidos pelo pastor Valdemiro Santiago de Oliveira, da Igreja Mundial do Poder de Deus .

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No último dia 11, o Ministério da Saúde cumpriu a solicitação feita pelo MPF para que alertasse sobre a ausência de evidências de que as sementes de feijão tinham poder medicinal contra o coronavírus . O pastor vendia os produtos em vídeos na internet por até R$ 1 mil. Os procuradores também conseguiram a retirada desses vídeos do ar .

De acordo com o MPF , logo após divulgar que a solicitação de publicação da advertência tinha sido cumprido, o conteúdo não estava mais disponível. O aviso foi removido também da lista de alertas da pasta contra diversas “fake news”.

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, as redes sociais têm sido palco de diversas receitas e métodos sem qualquer comprovação de eficácia ou sequer fundamentação lógica. Entre elas estão beber água a cada 15 minutos, ingerir chá de limão com bicarbonato ou fazer gargarejos com solução de sal, vinagre e água morna.

Crime de estelionato

O MPF enviou ao Ministério Público estadual o pedido de apuração do crime de estelionato por parte do pastor. Nos vídeos, Valdemiro divulgavam o suposto caso de uma pessoa que teria se recuperado da doença por causa do cultivo do feijão.

Em documento encaminhado ao Ministério da Saúde, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo deu 10 dias para que a pasta informe por que removeu o alerta. O Extra procurou o Ministério da Saúde , mas não obteve um posicionamento sobre ocaso do pastor até o fechamento desta edição.

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