Sem provas, secretária do ministério liga queda de casos de Covid-19 à liberação da cloroquina no país
Agência Brasil
Sem provas, secretária do ministério liga queda de casos de Covid-19 à liberação da cloroquina no país


Em coletiva de imprensa realizada hoje, 15, pelo Ministério da Saúde, a Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro, afirma que protocolo de uso da hidroxicloroquina e cloroquina no Brasil segue em vigor.

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Decisão acontece após Food and Drug Administration (FDA) revogar uso emergencial dos medicamentos no tratamento da Covid-19 . Questionada pelo Último Segundo, a secretária falou também sobre dois milhões doses de cloroquina doadas ao país pelos Estados Unidos . “Foram muito bem-vindas”, disse.

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“Seguimos tranquilos, serenos e seguros quanto a nossa orientação”, afirmou Mayra. Segundo ela, a revogação é válida apenas no tratamento de casos tardios e graves, condições não mais orientadas pelo Brasil desde 20 de maio.

Mayra destacou que fontes usadas pelo órgão no pronunciamento de revogação não podem ser usadas como exemplo. “São trabalhos de péssima qualidade”, informou a secretária.

Ela enfatizou que existem evidências clínicas de que o uso da cloroquina e hidroxicloroquina mostra bons resultados e pode salvar vidas. “A nossa curva de infecção da Covid-19 no Brasil começou a diminuir no dia 20 de maio, coincidentemente na data em que publicamos a nota informativa [protocolo de uso da cloroquina].”

Apesar de citar a data, Mayra afirmou que não pode afirmar com certeza que queda nos casos do novo coronavírus seja relacionada com a autorização do uso da cloroquina. Mas ela afirma que, desde então, as internações em UTIs diminuíram. “Continuaremos mantendo nossa orientação com o objetivo de salvar vidas de mais brasileiros”, disse.

O Último Segundo questionou a pasta sobre o que seria feito com as doses de cloroquina doadas pelos Estados Unidos. A secretaria informou que essas doses serão “muito bem-vindas”. “Se Deus quiser, serão muito bem aplicadas para salvar vidas de brasileiros que querem se utilizar dessas medicações”, concluiu.

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