O contágio do novo coronavírus (Sars-coV-2), causador da Covid-19 , desacelerou em capitais e aumentou no interior do País entre o fim de maio e começo de julho, aponta um levantamento realizada pela plataforma Farol Covid, que analisou a situação das 124 cidades mais afetadas pela pandemia .

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Enfermeira cuida de paciente com suspeita de coronavírus em hospital municipal de Miguel Pereira (RJ)
Fabiano Rocha / Agência O Globo
Enfermeira cuida de paciente com suspeita de coronavírus em hospital municipal de Miguel Pereira (RJ)

No estudo, o "ritmo de contágio" é representado por um número: quando ele é superior a 1, cada infectado transmite a Covid-19 para mais de uma pessoa e o vírus avança. Quando é menor que 1, isso quer dizer que há doentes que não transmitem o novo coronavírus a mais ninguém e a expectativa é que a curva passe a se inclinar para baixo.

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Porto Alegre (RS), por exemplo teve Rt de 0.99, o mais baixo no período entre as analisadas, enquanto Barcarena (PA) ficou no oposto, com Rt de 2.36, o mais alto. Ou seja, a estimativa é que cada infectado na cidade paraense, em média, vá transmitir a doença para mais de duas pessoas.

Cidades onde o ritmo de contágio diminuiu

  • Porto Alegre - RS - 0.99
  • Fortaleza - CE - 1.03
  • Duque de Caxias - RJ - 1.06
  • Manaus - AM - 1.07
  • São Luís - MA - 1.12
  • São Lourenço da Mata - PE - 1.15
  • Volta Redonda - RJ - 1.16
  • São Paulo - SP - 1.17
  • Caieiras - SP - 1.18
  • Praia Grande - SP - 1.19

Cidades onde o ritmo de contágio aumentou

  • Magé - RJ - 1.78
  • Marituba - PA - 1.81
  • Campina Grande - PB - 1.83
  • São Vicente - SP - 1.84
  • Benevides  - PA - 1.89
  • Abaetetuba - PA - 1.97
  • Tucuruí - PA - 2.05
  • Curuçá - PA - 2.07
  • Paragominas - PA - 2.16
  • Barcarena - PA - 2.36

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A análise considera dados das secretarias estaduais de saúde entre 23 de maio e a segunda-feira (8) e utiliza um modelo matemático específico para análise de epidemias que permite a produção do Rt estimado. As informações são do G1 .

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