Imagens mostram primeira-dama de Tamandaré apertando botão do elevador
Câmeras de Segurança/Reprodução
Imagens mostram primeira-dama de Tamandaré apertando botão do elevador

Movimentos sociais planejam para a tarde desta sexta-feira (6) um ato em protesto contra a morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de cinco anos, que caiu de um edifício de luxo no bairro de São José, no Recife.

O protesto, alavancado nas redes sociais pela hashtag #JustiçaparaMiguel , terá concentração no Tribunal de Justiça de Pernambuco e seguirá até a frente das “torres gêmeas”, como é popularmente chamado o conjunto de edifícios de onde o menino caiu na última terça-feira (3).

Velas, flores e balões pretos são alguns dos objetos requisitados para os participantes do ato. O uso da máscara no local é obrigatório.

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Imagens das câmeras de segurança do edifício registraram o momento no qual Sarí Cortes Real, patroa de Mirtes Renata Souza, mãe do menino, deixa a criança ficar sozinha no elevador do prédio. Ela chega a apertar o botão de um andar mais alto e solta a porta. A porta abre pela primeira vez, mas ele não sai. Quando abre a segunda vez, o menino sai e vai para a sacada da qual caiu ao tentar escalar. Veja vídeo:

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Sarí chegou a ser presa por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas foi liberada para responder julgamento em liberdade após pagamento de R$ 20 mil. Ela é primeira-dama da cidade de Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco.

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Nesta quinta-feira (4), investigações mostraram que Mirtes, empregada da casa e mãe de Miguel, consta como funcionária da prefeitura de Sérgio Hacker (PSB), marido de Sarí . Ela receberia um salário de R$ 1,4 mil, reduzido para um salário mínimo no início da pandemia de novo coronavírus.


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