Cemitério da Vila Formosa, São Paulo
Reprodução/Washington Post
Cemitério da Vila Formosa, São Paulo

O Brasil registrou em março deste ano 2.239 mais mortes por pneumonia e insuficiência respiratória em comparação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen). A alta levanta a suspeita de que óbitos motivados pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) estejam entrando nas estatísticas de outros problemas respiratórios.

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Em São Paulo e no Rio, estados mais afetados pelo surto de Covid-19, a alta de mortes por problemas respiratórios se mostra ainda mais expressiva do que a média nacional. Em São Paulo, o número de mortes por insuficiência respiratória e pneumonia aumentou 14,66%; no Rio de Janeiro, a alta foi de 10,17%.

A falta de testes e a demora para análise dos exames coletados, no entanto, levam a um cenário de subnotificação e podem ser os responsáveis pelo atraso na confirmação de casos e mortes. O Ministério da Saúde afirmou a impossibilidade de testar toda a população, já que há insuficiência de insumos no mundo e que “fará inquérito epidemiológico por amostragem para conseguir as melhores informações sobre a dinâmica da epidemia”.

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