Amapá
Márcio Pinheiro / Governo do Amapá
No quartel dos Bombeiros em Santana, um centro de acolhimento recebe parentes de vítimas

O governo do Amapá confirmou a morte de 22 pessoas vítimas do naufrágio do navio Anna Karoline III, que deixou o sul do estado no último sábado com destino a Santarém (PA). Dos mortos, 13 já foram identificados. Outras 25 pessoas estão desparecidas e 49 foram resgatadas com vida.

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Uma lista oficial com todos os nomes foi divulgada na noite desta terça-feira (3). Veja abaixo. Também nesta terça, o governador Waldez Góes (PDT-AP), assinou um decreto de situação de emergência que estabelecia "prioridades para reforçar o atendimento às vítimas e familiares", de acordo com o portal do governo.

"Foram montadas duas centrais de Acolhimento e Apoio: uma em Santana, no Quartel do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), e outra em Macapá, na sede da Politec, onde os corpos chegam e devem passar por identificação e liberação para funeral. Ambos reúnem assistentes sociais, psicólogos e enfermeiros. Familiares devem ir nestes locais para passar informações que ajudem na identificação dos corpos resgatados", diz nota.

Para ajudar nas buscas — que chegaram ao 5° dia nesta quarta-feira —, o Amapá também anunciou o reforço de quatro mergulhadores de águas profundas cedidos pelo governo do Amazonas, que se somam a uma equipe de 50 militares, entre PMs, marinheiros e bombeiros, enviados pelo Amapá e também pelo Pará, para onde a embarcação seguia.

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A estrutura de resgate conta com cinco aeronaves: duas do Grupo Tático Aerotransportado (GTA) do estado do Amapá e duas cedidas pelo Pará, além de um helicóptero da Marinha do Brasil. O Corpo de Bombeiros do Amapá e a Marinha cederam uma embarcação cada.

Segundo o G1, o Corpo de Bombeiros do Amapá ainda não deu um número oficial de vítimas, pois a embarcação não tinha uma lista de passageiros para orientar as buscas. Mas garantiu que havia pelo menos 60 pessoas a bordo na hora do naufrágio.

O acidente

O naufrágio ocorreu próximo à Ilha de Aruãs e à Reserva Extrativista Rio Cajari, no Rio Jari, no sul do Amapá. A região fica a 130 km de Macapá, em uma região de difícil acesso e comunicação: o chamado de socorro foi às 5h, e o helicóptero de resgate do governo do estado só chegou ao local por volta das 14h.

O Anna Karoline III saiu por volta das 18h de sexta-feira de Santana, no Amapá, em direção a Santarém, no Pará. A viagem entre as duas cidades dura em média 36 horas. A previsão de chegada em Santarém era às 6h de domingo.

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Ainda não se sabe as causas do acidente. Nesta segunda-feira, a Polícia Civill instaurou um inquérito para apurar o caso. O comandante da embarcação contou à Marinha que um vento forte atingiu a embarcação de lado e esta tombou, derrubando passageiros na água.

A empresa dona do navio, Erlonave, informou que a embarcação estava alugada para um terceiro, e que não sabe as causas do acidente, e que se solidariza com os sobreviventes e os familiares das vítimas. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a embarcação não tinha autorização para operar na rota Santana-Santarém.

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