Foi anunciada nesta sexta feira (7) a retomada das obras da Linha 6 - Laranja do metrô de São Paulo. O Governador João Doria (PSDB) disse em coletiva que recebeu o contrato de cessão assinado entre a concessionária Move São Paulo e a Acciona. Segundo ele, as obras para a realização da linha serão retomadas em 2020.

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Doria afirma que serão gerados, com a construção nova linha, milhares de empregos. "Até o momento, a Linha 6-Laranja é a maior obra de infraestrutura do país e de Parceria Público-Privada, com R$ 13 bilhões de investimento privado. A retomada das obras vai geral um total de 9 mil empregos, sendo 5 mil diretos e 4 mil indiretos."

João Doria em coletiva de imprensa sobre linha 6- Laranja do metrô
Governo de São Paulo / Divulgação
João Doria em coletiva de imprensa sobre linha 6- Laranja do metrô


A Linha 6 - Laranja terá 15,3 km e ligará a região de Brasilândia e Freguesia do Ó à região central de São Paulo, e atenderá mais de 630 mil passageiros por dia. "A retomada das obras na Linha 6-Laranja é uma das prioridades do Governo do Estado. O anúncio feito hoje demonstra o comprometimento para não deixar nenhuma obra parada. A tratativa é irrevogável e irretratável agora", disse  Alexandre Baldy, Secretário dos Transportes Metropolitanos. 

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O trajeto que será contemplado com a nova linha de metrô demora hoje cerca de 1h30 para ser feito. Com as novas implantações de transporte, demorará apenas 23 minutos. As estações presentes na linha serão: Brasilândia, Vila Cardoso, Itaberaba-Hospital Vila Penteado, João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Pompeia, Perdizes, Cardoso de Almeida, Angélica, Pacaembu, Higienópolis-Mackenzie, 14 Bis, Bela Vista e São Joaquim, e ainda terá transferência para as linhas 1-Azul, do Metrô, 4-Amarela da concessionária ViaQuatro e 7-Rubi e 8-Diamante, ambas da CPTM.

Obras paradas

Desde 2015 a construção da Linha 6 - Laranja está parada, e em dezembro de 2019 o contrato com o Governo de São Paulo caducou. O responsável pela obra havia dito que não seria possível continuar (em 2015) por falta de dinheiro. Na época em que o contrato estava caducando, Alexandre Baldy afirmou que a interrupção das obras eram por suspeita do envolvimento das empresas responsáveis na operação Lava-Jato.

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